Cientistas tentam explicar o Evento de Tunguska

Renê Fraga
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Em uma manhã de verão em 1908, uma das maiores explosões na história humana ocorreu na Rússia. A causa da explosão tem permanecido um mistério de proporções míticas e ganhou projeção com a série Arquivo X.

Agora, uma pesquisa recente publicada parece desmentir parte da cronologia popular do que aconteceu naquele dia, desmantelando parte da história do mundo real e da icônica série de ficção científica ao mesmo tempo.

Conhecido como “Evento de Tunguska”, o fenômeno ocorreu em uma das regiões mais remotas do planeta e nenhuma pessoa foi morta. A explosão destruiu 2150 quilômetros quadrados de floresta siberiana aquele dia.

Enquanto o mundo estava em grande parte ocupado com uma recente revolução do outro lado da Rússia e tumulto em outros lugares na época, “Tunguska” passou a ser o tema de mais de 1.000 documentos acadêmicos.

Uma das teorias principais foi que a causa estaria relacionada ao impacto de um meteorito, uma hipótese que chegou a ser tema de um episódio do seriado norte-americano.

No mundo real, a explosão poderosa de ar teria sido causada a partir da colisão do meteoro com a atmosfera, causando uma força tão grande que aplainou a floresta e teria formado uma cratera.

Pesquisadores russos tem estudado amostras do sedimento do fundo da parte mais profunda do lago e descobriram que eles tinham pelo menos 280 anos de idade, o que lança dúvidas sobre a ideia de que o lago poderia ter sido formado a partir do impacto do meteorito.

Diferente do incidente de 2013, no qual um meteorito explodiu acima da cidade russa de Chelyabinsk e deixou uma marca visível no solo, o Evento de Tunguska – muito mais prejudicial – não teria deixado uma marca de impacto óbvia.

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Renê Fraga é criador do Arquivo UFO e editor-chefe do Eurisko. Atua com projetos digitais desde 1996 e mantém interesse contínuo pela ufologia, história e investigação de fenômenos aéreos não identificados. No Arquivo UFO, dedica-se à preservação de registros históricos, documentos e análises contextuais, conectando passado e presente em uma abordagem crítica e investigativa.
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