Alienígenas em “Super Terras” podem ficar presos pela gravidade

Renê Fraga
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Em planetas mais massivos que a Terra, lançar coisas no espaço será muito mais desafiador.

Até agora, a busca por vida extraterrestre em mundos extrasolares concentrou-se principalmente na busca de planetas terrestres do tamanho da Terra localizados dentro da zona habitável de sua estrela-mãe.

Mas o que dizer dos planetas muito grandes – as chamadas “Super Terras” – que também estão dentro dessa zona?

Tais planetas maciços poderiam, em teoria, também apoiar a vida, especialmente se a evolução tivesse equipado os habitantes com a capacidade de suportar a extrema atração gravitacional de tal mundo.

Quando se trata de voos espaciais, no entanto, tal civilização pode estar em uma desvantagem distinta. Em casos extremos, pode ser necessário até dez vezes mais empuxo para colocar algo em órbita.

Para transportar combustível suficiente para lançar o equivalente a uma missão Apollo Moon, por exemplo, um foguete precisaria ter uma massa de até 440.000 toneladas – é o mesmo que a Grande Pirâmide de Gizé, no Egito.

“Em planetas mais massivos, o voo espacial seria exponencialmente mais caro”, disse o autor do estudo, Michael Hippke, do Observatório de Sonneberg, na Alemanha.

“Tais civilizações não teriam televisão por satélite, uma missão lunar ou um Telescópio Espacial Hubble.”

É fácil imaginar como, em tal cenário, uma civilização pode nunca chegar ao espaço.

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Renê Fraga é criador do Arquivo UFO e editor-chefe do Eurisko. Atua com projetos digitais desde 1996 e mantém interesse contínuo pela ufologia, história e investigação de fenômenos aéreos não identificados. No Arquivo UFO, dedica-se à preservação de registros históricos, documentos e análises contextuais, conectando passado e presente em uma abordagem crítica e investigativa.
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