Descoberta revela que a criação de ferramentas de pedra ocorreu muito antes do que se imaginava

Renê Fraga
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Uma nova pesquisa, publicada recentemente, sugere que a criação de ferramentas de pedra ocorreu em um local completamente diferente e muito antes do que se imaginava, por uma espécie que nem sequer é ancestral dos humanos modernos. Durante anos, os pesquisadores acreditavam que os antepassados humanos na Etiópia foram os primeiros seres a usar ferramentas de pedra rudimentares, cerca de 2,6 milhões de anos atrás.

O estudo, publicado na Science e co-autoria de pesquisadores de várias instituições, descreve um local em Nyayanga, no Quênia, datado de 3,032 a 2,581 milhões de anos atrás. Arqueólogos têm escavado o local desde 2015 e descobriram 330 artefatos, incluindo ferramentas, 1.776 ossos e dois molares hominídeos, mas não pertencentes a nenhum ancestral humano direto.

A descoberta é uma evidência de que a criação de ferramentas de pedra ocorreu muito antes e por outras espécies, como o Paranthropus, que não é ancestral do Homo sapiens, mas sim um parente evolutivo.

Além disso, os pesquisadores descobriram que essas ferramentas eram plenamente funcionais, e junto com os instrumentos foram encontrados os ossos de dois hipopótamos, mostrando que os hominídeos foram capazes de usar as ferramentas para processar e comer animais grandes.

A criação de ferramentas de pedra é vista como um marco importante na história da cultura humana e permanece como um ponto central nas investigações dos cientistas sobre a linha do tempo do surgimento da inteligência humana. Essa descoberta, portanto, abre um novo leque de possibilidades para a compreensão da evolução dos hominídeos e das origens das tecnologias.

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Renê Fraga é criador do Arquivo UFO e editor-chefe do Eurisko. Atua com projetos digitais desde 1996 e mantém interesse contínuo pela ufologia, história e investigação de fenômenos aéreos não identificados. No Arquivo UFO, dedica-se à preservação de registros históricos, documentos e análises contextuais, conectando passado e presente em uma abordagem crítica e investigativa.
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