Descobertas as representações do zodíaco no teto do templo egípcio de 2.000 anos de idade

Renê Fraga
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Descobertos antigos relevos do zodíaco no teto do Templo de Esna, no Egito, estão intrigando os arqueólogos e os amantes da astronomia.

O templo, dedicado ao deus Khnum, foi construído durante a era Ptolemaica, mas a decoração da cúpula foi adicionada durante o período romano.

A restauração minuciosa do templo tem removido 2.000 anos de sujeira e fuligem, revelando maravilhosas pinturas murais em toda a estrutura, incluindo representações dos 12 signos do zodíaco, cinco planetas do sistema solar e algumas das divisões usadas para medir as horas da noite.

Embora as representações do zodíaco sejam raras nos templos egípcios, elas eram populares em contextos privados, como tumbas e sarcófagos, e em textos astrológicos, como horóscopos.

A descoberta revela como a astronomia e astrologia antiga se entrelaçavam com a cultura e religião do Egito antigo. É um raro vislumbre do papel que a astrologia desempenhava na vida cotidiana das pessoas naquele período.

Além das representações do zodíaco, o templo apresenta a “seta de Sekhmet”, um símbolo de proteção ou destruição personificado pela deusa leão com sete setas que representavam sua fúria.

Também há representações de Jupiter, Marte e Saturno, bem como uma série de constelações usadas para ajudar a contar o tempo. E não é só isso, entre as figuras do teto do templo estão algumas criaturas fantásticas, como cobras aladas, um pássaro com cabeça de crocodilo e uma cobra com cabeça de carneiro.

Os pesquisadores já identificaram várias constelações com nomes em egípcio antigo, incluindo Mesekhtiu (a Grande Ursa), Sah (Orion) e uma constelação anteriormente desconhecida, Apedu n Ra – “os gansos de Ra”.

Surpreendentemente, a maioria dos signos do zodíaco representados no teto do templo são os mesmos usados hoje. A descoberta é mais um exemplo de como a astronomia e astrologia têm sido uma parte importante da história humana, moldando as culturas e religiões desde a antiguidade até os dias de hoje.

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Renê Fraga é criador do Arquivo UFO e editor-chefe do Eurisko. Atua com projetos digitais desde 1996 e mantém interesse contínuo pela ufologia, história e investigação de fenômenos aéreos não identificados. No Arquivo UFO, dedica-se à preservação de registros históricos, documentos e análises contextuais, conectando passado e presente em uma abordagem crítica e investigativa.
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