Cientista de Oxford fala sobre criptozoologia e vida extraterrestre

Renê Fraga
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Enquanto a ufologia, a criptozoologia e a teoria dos antigos astronautas continuam a fascinar milhões de pessoas ao redor do mundo, nem todos os cientistas estão dispostos a embarcar nessa jornada de mistérios.

Um deles é o biólogo Tim Coulson, professor da Universidade de Oxford, que recentemente compartilhou suas opiniões sobre algumas das criaturas e fenômenos mais intrigantes do nosso tempo.

E, para a tristeza dos entusiastas, Coulson não parece muito convencido sobre a existência de seres como Pé Grande ou o Monstro do Lago Ness.

Em um artigo publicado na revista The European, Coulson afirmou que criaturas criptozoológicas como Pé Grande e o famoso monstro escocês são uma “impossibilidade científica”.

Ele argumenta que, para tais seres existirem, seria necessário haver uma população reprodutiva significativa, algo que, segundo ele, deixaria rastros físicos inconfundíveis.

No entanto, até hoje, não há nenhum esqueleto, fóssil ou fragmento de osso que comprove a existência dessas lendas.

“Adoraria que Pé Grande, o Yeti e o Monstro do Lago Ness existissem, mas as evidências científicas apontam o contrário”, escreveu Coulson.

O biólogo também destacou as improbabilidades evolutivas por trás dessas criaturas. Ele questiona como algo como o Pé Grande poderia ter evoluído sem deixar vestígios ao longo de milhares de anos.

“A ideia de que esses seres vivem escondidos em florestas, montanhas ou lagos, em grande número, sem deixar nenhum vestígio físico, é difícil de engolir”, afirmou.

Para Coulson, a combinação de fatores biológicos e evolutivos torna a existência dessas criaturas tão improvável que elas podem ser descartadas como “fantasia pura e frutos da nossa imaginação”.

No entanto, quando o assunto são alienígenas, o cientista se mostra um pouco mais aberto. Coulson acredita que é cedo demais para descartar a existência de vida extraterrestre, seja ela simples como bactérias ou mais complexa como os clássicos “homenzinhos verdes”.

“Apenas exploramos uma fração do nosso quintal cósmico. Não podemos descartar a possibilidade de que existam outras formas de vida lá fora”, concluiu.

Enquanto isso, os mistérios do universo continuam a nos instigar, mantendo viva a chama da curiosidade e da busca por respostas.

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Renê Fraga é criador do Arquivo UFO e editor-chefe do Eurisko. Atua com projetos digitais desde 1996 e mantém interesse contínuo pela ufologia, história e investigação de fenômenos aéreos não identificados. No Arquivo UFO, dedica-se à preservação de registros históricos, documentos e análises contextuais, conectando passado e presente em uma abordagem crítica e investigativa.
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