O Japão está vivendo um verdadeiro boom de interesse por OVNIs, com uma onda de curiosidade que parece estar se espalhando por todo o país.
Esse fenômeno ganhou força após o aumento das discussões sobre objetos voadores não identificados nos Estados Unidos, mas no Japão, o tema está tomando proporções únicas.
De eventos temáticos a museus dedicados ao assunto, a ufologia está conquistando corações e mentes, especialmente em cidades que abraçaram o tema como parte de sua identidade cultural.
Um exemplo notável é a cidade de Hakui, na província de Ishikawa, conhecida como a “cidade dos UFOs”.
Recentemente, um evento sobre o tema realizado no museu espacial local atraiu cerca de 2.000 pessoas, um número impressionante considerando que o local havia sofrido uma queda no fluxo de visitantes após um terremoto recente.
Além disso, na cidade de Fukushima, um instituto de pesquisa de UFOs tem sido o coração de um festival anual que, nos últimos anos, reuniu mais de 5.000 entusiastas.
Esses eventos não só celebram o mistério dos UFOs, mas também servem como estratégias para revitalizar regiões e atrair turistas.
O interesse pelo assunto não se limita à esfera cultural. No cenário político, um grupo parlamentar apartidário tem se dedicado ao estudo de Fenômenos Aéreos Não Identificados (UAP, na sigla em inglês), e há até propostas para a criação de uma agência governamental dedicada a investigações sobre o tema.
Essa movimentação sugere que o fenômeno UFO está sendo levado a sério em níveis cada vez mais altos, refletindo uma mudança na forma como a sociedade e as autoridades encaram esses mistérios.
Mas o que está por trás desse renovado fascínio? Segundo Junya Terazono, cientista planetário da Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA), o interesse pode estar ligado a um sentimento de ansiedade social.
“Com conflitos militares e tensões geopolíticas, como a invasão da Ucrânia pela Rússia e os embates no Oriente Médio, o público pode estar se sentindo inseguro sobre o que pode estar pairando sobre nossas cabeças”, explica Terazono.
“Há uma crescente tensão e curiosidade – talvez estejamos começando a nos perguntar se algo pode vir em nossa direção.”
