O Triângulo do Alasca, uma região conhecida por seus mistérios e desaparecimentos inexplicáveis, acaba de somar mais uma tragédia ao seu histórico.
Um pequeno avião da Bering Air, que partiu de Unalakleet com destino a Nome na última quinta-feira, foi encontrado destroçado após dias de buscas intensas.
A aeronave, que transportava nove passageiros e um piloto, desapareceu dos radares pouco depois da decolagem, deixando familiares e equipes de resgate em alerta máximo. Infelizmente, não houve sobreviventes.
A área onde o avião foi encontrado, cerca de 55 quilômetros a sudeste de Nome, é parte do chamado “Triângulo do Alasca”, uma zona que vai de Anchorage a Juneau e Utqiagvik.
Desde 1972, mais de 20 mil pessoas desapareceram nessa região, criando um paralelo assustador com o famoso Triângulo das Bermudas. Apesar das explicações científicas que apontam para o clima extremo e a geografia hostil, muitos acreditam que há algo mais sinistro por trás desses casos.
Um dos desaparecimentos mais famosos ocorreu em 1972, quando o líder da maioria da Câmara dos Representantes dos EUA, Hale Boggs, e o congressista Nick Begich sumiram durante um voo entre Anchorage e Juneau. Apesar de buscas extensivas, nenhum vestígio da aeronave ou de seus ocupantes foi encontrado.
Outros casos intrigantes incluem o de Gary Frank Sotherden, um caçador de 25 anos que desapareceu em 1973, e o de Florence Okpealuk, que sumiu em 2020. Todos esses eventos alimentam a aura de mistério que envolve a região.
Com mais de 2 mil desaparecimentos registrados anualmente, o Triângulo do Alasca continua a desafiar explicações.
Enquanto especialistas atribuem a maioria dos casos às condições climáticas extremas, à vastidão do território e à dificuldade de acesso, há quem acredite que forças sobrenaturais ou fenômenos inexplicáveis estejam em jogo.
Uma coisa é certa: o Triângulo do Alasca permanece um dos maiores enigmas do nosso tempo, e cada nova tragédia só aumenta o fascínio e o temor em torno desse lugar.
