Civilização Perdida: Quem eram os enigmáticos Povos do Mar?

Renê Fraga
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Há cerca de 3.000 anos, uma civilização enigmática e próspera da Idade do Bronze, conhecida como os “Povos do Mar”, desapareceu abruptamente da história, deixando para trás um rastro de mistérios e destruição.

Segundo pesquisadores, esse povo, que habitava o Mediterrâneo Oriental, pode estar diretamente ligado aos antigos luwianos, uma cultura poderosa que desempenhou um papel crucial em um dos conflitos mais épicos da antiguidade: a Guerra de Troia.

Esse evento catastrófico, que alguns historiadores chamam de “Guerra Mundial Zero”, marcou o colapso de uma era e mergulhou a região em uma idade das trevas.

A teoria proposta pelos estudos luwianos sugere que os luwianos, falantes de uma língua comum, formavam uma civilização unificada que se estendia da Grécia ao Líbano.

Eles eram contemporâneos e rivais de outras grandes culturas, como os minoicos, os micênicos e os hititas. Por volta de 1200 a.C., os luwianos teriam se unido para atacar o reino hitita, um império poderoso que acabou sendo devastado por incêndios e invasões.

Textos egípcios antigos descrevem ataques semelhantes por parte dos “Povos do Mar” a regiões como Chipre e Síria, reforçando a ideia de que os luwianos e os “Povos do Mar” eram, na verdade, o mesmo grupo.

A queda dos luwianos, no entanto, não foi o fim da história. Após a destruição do império hitita, os reis micênicos se uniram para enfrentar os luwianos, que estavam vulneráveis devido ao vasto território que controlavam.

Com uma frota impressionante, os micênicos atacaram cidades portuárias na Ásia Menor, culminando em uma batalha épica em Troia.

A Guerra de Troia, imortalizada na mitologia grega, teria sido o golpe final que destruiu o império luwiano e levou ao colapso total da civilização da Idade do Bronze na região.

Apesar das evidências apresentadas pelos estudos luwianos, nem todos os especialistas concordam com essa narrativa. Muitos arqueólogos questionam a existência de uma civilização luwiana unificada, argumentando que são necessárias mais descobertas de artefatos e textos monumentais para comprovar essa teoria.

Christoph Bachhuber, da Universidade de Oxford, ressalta que, sem achados consistentes em toda a Anatólia, a ideia de um império luwiano coeso permanece no campo da especulação.

Enquanto isso, o mistério dos “Povos do Mar” e sua conexão com os luwianos continuam a fascinar pesquisadores e entusiastas da antiguidade, oferecendo um vislumbre intrigante de um mundo perdido em meio ao caos da “Guerra Mundial Zero”.

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Renê Fraga é criador do Arquivo UFO e editor-chefe do Eurisko. Atua com projetos digitais desde 1996 e mantém interesse contínuo pela ufologia, história e investigação de fenômenos aéreos não identificados. No Arquivo UFO, dedica-se à preservação de registros históricos, documentos e análises contextuais, conectando passado e presente em uma abordagem crítica e investigativa.
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