Esferas de Avi Loeb: Evidência alienígena ou erro científico?

Renê Fraga
3 min de leitura

A busca por evidências de vida extraterrestre ganhou um novo capítulo polêmico.

O astrônomo de Harvard, Avi Loeb, conhecido por suas teorias ousadas sobre objetos interestelares, afirmou ter encontrado esferas metálicas “anômalas” no fundo do Oceano Pacífico.

Essas pequenas esferas, descritas como “quase perfeitas” e com uma composição diferente de qualquer liga humana conhecida, foram apresentadas por Loeb como possíveis fragmentos de um meteorito interestelar artificialmente construído.

A descoberta, anunciada em 2023, gerou grande entusiasmo na comunidade ufológica, mas agora enfrenta sérias críticas da ciência convencional.

Desde o anúncio inicial, muitos cientistas questionaram a origem das esferas. Patricio A. Gallardo, físico da Universidade de Chicago, sugeriu que os objetos poderiam ser simplesmente cinzas de carvão, um subproduto da queima de combustíveis fósseis em usinas de energia. Loeb rebateu, afirmando que suas análises descartaram essa possibilidade.

No entanto, uma nova pesquisa trouxe à tona uma reviravolta ainda mais impactante: o próprio local onde as esferas foram encontradas pode estar errado.

A expedição de Loeb foi baseada na hipótese de que um meteorito interestelar, chamado CNEOS 20140108, teria caído no Pacífico Sul em 2014. Para localizar o ponto exato do impacto, a equipe usou dados sísmicos de uma estação em Manus Island, na Papua Nova Guiné.

Agora, um estudo liderado pela Universidade Johns Hopkins, nos EUA, revelou que os sinais sísmicos analisados por Loeb provavelmente não eram do meteorito, mas sim de um caminhão passando por uma estrada próxima ao sismógrafo.

“O sinal mudava de direção ao longo do tempo, coincidindo exatamente com uma estrada próxima”, explicou Benjamin Fernando, líder da pesquisa.

Essa descoberta coloca em xeque toda a base da expedição de Loeb. Se os sinais sísmicos não eram do meteorito, é possível que ele e sua equipe estivessem procurando no lugar errado. Isso levanta dúvidas sobre a origem das esferas e, consequentemente, sobre a teoria de que seriam fragmentos de uma tecnologia alienígena.

Enquanto a comunidade científica continua cética, os entusiastas da ufologia aguardam ansiosos por novas respostas. Afinal, a busca por evidências extraterrestres nunca foi tão fascinante – ou tão controversa.

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Renê Fraga é criador do Arquivo UFO e editor-chefe do Eurisko. Atua com projetos digitais desde 1996 e mantém interesse contínuo pela ufologia, história e investigação de fenômenos aéreos não identificados. No Arquivo UFO, dedica-se à preservação de registros históricos, documentos e análises contextuais, conectando passado e presente em uma abordagem crítica e investigativa.
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