A ameaça de uma invasão alienígena ou de um asteroide apocalíptico sempre povoou nosso imaginário, mas será que esse temor do espaço sideral tem fundamento?
Enquanto lidamos com crises terrestres como mudanças climáticas e guerras, parte de nossa atenção ainda se volta para o céu, onde perigos invisíveis — reais ou imaginários — parecem nos espreitar.
Recentemente, o asteroide 2024 YR4, com uma pequena chance de impacto na próxima década, reacendeu o debate sobre defesa planetária. Mas será que nosso medo do espaço vai além do racional?
A preocupação com ameaças extraterrestres não se limita a rochas espaciais. Daniel Deudney, cientista político, alerta que tecnologias criadas para desviar asteroides podem ser usadas como armas, transformando o espaço em um campo de batalha.
Em seu livro Dark Skies, ele propõe uma pausa na expansão espacial por séculos, argumentando que quanto mais avançamos, maior o risco de autodestruição.
Mas será que a humanidade está disposta a frear sua curiosidade cósmica? Ou o medo de um desastre inevitável nos manterá em alerta constante?
Essa ansiedade cósmica não é nova. Mitos ancestrais, como a Caçada Cósmica dos povos Sami, já falavam de catástrofes causadas por erros humanos que desequilibravam os céus.
Hoje, esse temor se manifesta em teorias ufológicas que misturam medo de alienígenas hostis com suspeitas de governos ocultando a verdade.
Para alguns, o espaço é uma “floresta escura”, como descreveu o escritor Cixin Liu, onde civilizações se escondem umas das outras. Será que projetamos nossos próprios conflitos no universo?
Até mesmo pandemias já foram atribuídas ao espaço. Durante a COVID-19, teorias marginais sugeriram que o vírus veio de um meteoro — uma ideia que, embora sem base científica, revela como o medo do desconhecido pode distorcer nossa percepção da realidade.
Hoje, esse receio também alimenta narrativas sobre bilionários com planos secretos para colonizar Marte. No fim, o que mais tememos? O espaço em si… ou o que ele revela sobre nós?
