Mistério no espaço: objeto interestelar pode estar emitindo sua própria luz

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques:

  • Um objeto misterioso, chamado 3I/ATLAS, foi detectado viajando pelo nosso sistema solar.
  • Cientistas acreditam que ele pode estar emitindo luz própria, algo incomum para corpos celestes naturais.
  • Há quem defenda a hipótese ousada de que se trate de uma nave extraterrestre movida a energia nuclear.

No dia 1º de julho, um sistema de monitoramento chamado ATLAS (Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System) identificou um visitante cósmico incomum.

Esse programa utiliza telescópios automatizados para vigiar o céu em busca de asteroides que possam se aproximar da Terra.

O objeto, batizado de 3I/ATLAS, chamou a atenção imediatamente. Estima-se que ele tenha cerca de 20 quilômetros de diâmetro e esteja viajando a uma velocidade impressionante de 245 mil km/h em direção ao interior do nosso sistema solar.

A princípio, muitos especialistas acreditaram que se tratava apenas de um cometa. Mas novas observações levantaram dúvidas que podem mudar completamente essa interpretação.

Um corpo celeste que brilha sozinho?

O detalhe mais intrigante é que o 3I/ATLAS parece emitir sua própria luz, em vez de apenas refletir a luz do Sol, como acontece com a maioria dos asteroides e cometas.

Segundo o renomado astrônomo de Harvard, Avi Loeb, essa característica pode indicar que o objeto é muito menor do que se pensava, talvez com apenas 100 metros de extensão.

O que abre espaço para hipóteses ainda mais ousadas: e se não estivermos diante de um corpo natural, mas sim de algo construído artificialmente?

Loeb sugere que o brilho poderia ser resultado de um núcleo nuclear ativo, semelhante a um reator. Essa possibilidade, embora extraordinária, não pode ser descartada de imediato.

O cientista levanta duas hipóteses principais:

  1. Origem natural extremamente rara – O objeto poderia ser um fragmento de uma supernova, rico em elementos radioativos capazes de gerar luz própria. No entanto, Loeb ressalta que essa explicação é improvável, já que o espaço interestelar possui pouquíssimos materiais desse tipo.
  2. Origem artificial – O 3I/ATLAS poderia ser uma nave movida a energia nuclear, viajando pelo espaço há milhares de anos. O pó que parece se desprender de sua superfície poderia ser apenas sujeira acumulada durante sua longa jornada interestelar.

Apesar de fascinante, o próprio Loeb admite que ainda faltam evidências sólidas para confirmar qualquer uma dessas teorias. O mistério, por enquanto, permanece aberto.


🔭 Seja um cometa incomum ou uma tecnologia alienígena, o 3I/ATLAS nos lembra de que o universo ainda guarda segredos capazes de desafiar nossa imaginação.

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Renê Fraga é criador do Arquivo UFO e editor-chefe do Eurisko. Atua com projetos digitais desde 1996 e mantém interesse contínuo pela ufologia, história e investigação de fenômenos aéreos não identificados. No Arquivo UFO, dedica-se à preservação de registros históricos, documentos e análises contextuais, conectando passado e presente em uma abordagem crítica e investigativa.
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