Principais destaques:
- Novo astrônomo-chefe do Vaticano diz que batizaria um extraterrestre, se existissem.
- Para ele, todas as criaturas do universo fariam parte da criação divina.
- A ideia traz desafios teológicos e práticos sobre o contato com outras formas de vida.
A Igreja Católica e o espaço sideral raramente aparecem na mesma frase, mas isso está mudando.
O Vaticano acaba de nomear o padre Richard D’Souza, de 47 anos, como o novo diretor do Observatório do Vaticano, localizado em Castel Gandolfo, perto de Roma. E suas declarações já estão despertando curiosidade e debate pelo mundo.
Durante uma entrevista recente, D’Souza foi questionado sobre o que faria se algum dia encontrasse uma forma de vida inteligente fora da Terra. A resposta dele surpreendeu: ele estaria disposto a batizar um alienígena.
Um universo guiado por um Criador benevolente
Para o novo astrônomo-chefe do Papa Leão XIV, a possibilidade de vida extraterrestre não contradiz a fé — pelo contrário, poderia ampliar o entendimento da criação divina. Segundo D’Souza, “todas as criaturas, inclusive as de outros mundos, fariam parte da obra de Deus”.
Ele explica que a teologia precisaria se reinventar diante de um contato extraterrestre, revendo séculos de entendimento sobre a salvação e o papel da humanidade no cosmos.
“Eles também seriam filhos de Deus. Eu acredito em um Criador benevolente. Ele está por trás de tudo”, afirmou o padre com convicção.
Essa visão, ao mesmo tempo ousada e esperançosa, mostra como o Vaticano tem se aberto, aos poucos, ao diálogo entre fé e ciência — uma ponte que sempre foi desafiadora, mas necessária em tempos de descobertas cada vez mais grandiosas.
O desafio de um batismo fora da Terra
Apesar da empolgação, o padre D’Souza reconhece que batizar um ser de outro planeta traria dificuldades práticas. O ritual cristão exige presença física e contato direto — e isso levanta uma questão muito terrestre: como alcançar os extraterrestres?
“O batismo precisa ser feito presencialmente”, explicou. “A questão seria como chegar até eles — ou como eles chegariam até nós. São problemas práticos que viriam antes da discussão teológica.”
Mesmo com essas incertezas, o tema levanta reflexões fascinantes. Seriam os alienígenas seres espirituais? Teriam suas próprias religiões, crenças e valores? E, mais ainda: como reagiríamos, como humanidade, ao descobrir que não estamos sozinhos?
O que isso nos ensina sobre o olhar humano para o cosmos
A fala do padre Richard D’Souza não é apenas uma curiosidade — é um convite para pensarmos sobre nossa posição no universo e nosso modo de compreender o sagrado. Talvez, ao imaginar o batismo de um ser de outro mundo, estejamos, na verdade, buscando entender melhor o significado de ser humano e a dimensão universal da fé.
Enquanto exploramos as estrelas em busca de respostas, personagens como D’Souza mostram que a religião e a ciência não precisam ser rivais, mas parceiras na eterna curiosidade que move a humanidade.
