Principais destaques:
- Um astrofísico de Harvard reacende o debate ao sugerir que um novo visitante interestelar pode ser feito de antimatéria ou representar tecnologia alienígena.
- O objeto 3I/ATLAS, detectado pelo telescópio ATLAS no Havaí, mostra movimentos anômalos e brilho incomum, intrigrando cientistas.
- A comunidade científica reage com ceticismo e cautela, mas o mistério permanece aberto — e mais observações estão por vir.
O espaço volta a nos surpreender. O astrofísico de Harvard Avi Loeb, conhecido por suas ideias ousadas sobre vida extraterrestre e fenômenos cósmicos, trouxe novamente uma teoria que está dividindo a comunidade científica.
Ele afirma que o recém-descoberto 3I/ATLAS, um objeto vindo de fora do Sistema Solar, poderia ser composto de antimatéria — ou até mesmo ser um artefato tecnológico de origem alienígena.
Em um texto publicado no Medium, Loeb descreveu a antimatéria como “o combustível mais eficiente do universo” e explicou que, se o 3I/ATLAS realmente contiver essa substância raríssima, sua viagem pelo espaço poderia gerar emissões de raios gama detectáveis.
O objeto, com tamanho comparável ao de Manhattan, se aproximou do Sol no fim de outubro, oportunidade perfeita para os telescópios de todo o mundo observarem mais de perto sua composição e comportamento.
Um Visitante Interestelar Incomum
O 3I/ATLAS, nome científico C/2025 N1, foi descoberto em julho de 2025 pelo sistema ATLAS, no Havaí. Ele é apenas o terceiro objeto interestelar confirmado a atravessar o nosso Sistema Solar, depois dos já famosos ʻOumuamua (2017) e 2I/Borisov (2019).
Logo após sua detecção, os astrônomos perceberam algo diferente. O corpo celeste apresentava uma acoloração azulada intensa, descrita por Loeb como “mais azul que o Sol”, e exibia aceleração não gravitacional — ou seja, movimentos que não podem ser explicados apenas pela atração dos planetas ou do Sol.
Segundo observações recentes, o 3I/ATLAS também brilhou de forma repentina e misteriosa quando se aproximou a cerca de 172 milhões de milhas do Sol. Loeb aventou uma hipótese intrigante: se não for resultado de gás ou poeira sendo liberados como em um cometa comum, esse comportamento poderia indicar algum tipo de propulsão artificial.
Para ele, o ângulo muito próximo ao plano dos planetas — algo com apenas 0,2% de chance de acontecer naturalmente reforça o caráter incomum do visitante.
Ceticismo e Debate Científico
Mas nem todos estão convencidos.
A comunidade científica reagiu com reserva e prudência às afirmações de Loeb. A astrofísica Samantha Lawler, da Universidade de Regina, comentou ao EarthSky que “alegações extraordinárias exigem evidências extraordinárias — e as atuais não chegam perto disso”.
A NASA também se pronunciou, afirmando que o comportamento do 3I/ATLAS é compatível com o de um cometa natural, sem sinais confiáveis de tecnologia alienígena.
Outros cosmólogos explicam que, se houvesse grandes quantidades de antimatéria no universo próximo, já teríamos detectado fortes emissões de raios gama há muito tempo, o que não ocorre.
Mesmo assim, Loeb insiste que vale a pena investigar. Segundo ele, ignorar anomalias como esta seria desperdiçar uma chance rara de explorar os limites do conhecimento humano. “Se houver qualquer indício de tecnologia alienígena, as implicações seriam imensas”, disse o cientista em entrevista recente.
O enigma continua…
Enquanto os dados continuam sendo analisados e as teorias evoluem, o 3I/ATLAS permanece uma caixinha de mistérios vinda das profundezas do espaço interestelar.
Seja um cometa exótico, um fragmento de antimatéria ou algo completamente diferente, o objeto reacende uma das perguntas mais fascinantes da humanidade: estamos sozinhos no Universo — ou sendo visitados sem perceber?
