Principais destaques
- Um grupo internacional de pesquisadores defende que os UFOs sejam estudados de forma séria e estruturada.
- A proposta não parte da ideia de alienígenas confirmados, mas da necessidade de métodos científicos e acadêmicos.
- A iniciativa busca tirar o tema do campo da ridicularização e levá-lo para a universidade.
Por muito tempo, falar sobre UFOs foi sinônimo de especulação, teorias extravagantes e pouco espaço para debates sérios. Mas esse cenário começa a mudar. Um número crescente de acadêmicos acredita que o fenômeno merece investigação rigorosa, com métodos claros e diálogo entre diferentes áreas do conhecimento.
A ideia central não é provar a existência de visitantes extraterrestres, mas entender relatos, registros e contextos históricos e culturais associados ao tema. Para esses pesquisadores, ignorar completamente o assunto pode ser um erro científico.
Uma nova área dedicada ao estudo dos UAPs
A Society for UAP Studies está na linha de frente desse movimento. Recentemente, a organização realizou uma conferência internacional que defendeu a criação de uma disciplina acadêmica específica voltada ao estudo dos chamados Fenômenos Aéreos Não Identificados, também conhecidos como UAPs.
O conselho da sociedade reúne dezenas de especialistas de diferentes países e áreas, incluindo história, ciência, sociologia e estudos culturais. A proposta é justamente construir pontes entre campos que normalmente não conversam quando o assunto é UFO.
Menos especulação, mais método científico
O cofundador e presidente da sociedade, Michael Cifone, explicou em entrevista ao USA Today que o grupo não parte de uma posição pré-definida sobre a existência de vida extraterrestre visitando a Terra.
Segundo ele, o foco está em criar um arcabouço acadêmico sólido. A ideia é analisar evidências, relatos de testemunhas e documentos históricos de forma crítica, sem cair em conclusões apressadas ou puro ceticismo.
O interesse pessoal de Cifone pelo tema surgiu durante a pandemia de Covid-19, quando passou a observar que, apesar do estigma, existiam relatos consistentes e difíceis de descartar apenas com análises tradicionais.
Entre o ceticismo e a curiosidade científica
Ainda não está claro se os UFOs conquistarão um espaço definitivo dentro da academia. O tema continua cercado de desconfiança, e muitos cientistas preferem manter distância. Mesmo assim, o movimento cresce e desafia a ideia de que certos assuntos não merecem sequer ser estudados.
Para esses pesquisadores, a ciência avança justamente quando se dispõe a investigar o desconhecido, desde que isso seja feito com seriedade, método e responsabilidade.
