Primeiro contato com alienígenas pode acontecer no fim de uma civilização, diz astrônomo

Renê Fraga
3 min de leitura

Principais destaques:

  • Um astrônomo propõe que o primeiro contato com alienígenas pode ocorrer quando essas civilizações já estão entrando em colapso.
  • A ideia é chamada de Hipótese Eschatiana e desafia visões otimistas ou apocalípticas de Hollywood.
  • Civilizações em crise seriam mais fáceis de detectar por emitirem sinais intensos e fora do padrão.

Quando imaginamos o encontro com vida inteligente fora da Terra, o cenário costuma ser grandioso. Ou alienígenas extremamente avançados, prontos para compartilhar conhecimento, ou invasores hostis determinados a dominar o planeta. Mas uma nova hipótese científica sugere algo bem mais inquietante.

Segundo o astrônomo David Kipping, da Columbia University, o primeiro contato da humanidade com uma civilização extraterrestre pode acontecer justamente quando ela estiver à beira do próprio fim.

O que é a Hipótese Eschatiana

A chamada Hipótese Eschatiana parte de uma comparação curiosa com a astronomia tradicional. Ao observar o céu noturno, muitas das estrelas visíveis estão em seus momentos finais de vida. Elas se tornam maiores e mais brilhantes justamente quando estão prestes a colapsar.

Para Kipping, o mesmo padrão pode se aplicar a civilizações alienígenas. Em seus últimos estágios, elas tenderiam a emitir sinais intensos, desorganizados e difíceis de ignorar. Não por estabilidade ou avanço moral, mas por estarem enfrentando crises profundas.

Por que civilizações em colapso seriam mais visíveis

De acordo com o astrônomo, detectar vida inteligente no universo depende muito de volume e intensidade. Uma civilização estável pode ser silenciosa e discreta. Já uma sociedade em crise tende a produzir sinais extremos, seja por consumo excessivo de energia, comunicações descontroladas ou tecnologias usadas de forma desesperada.

Isso tornaria essas civilizações muito mais fáceis de identificar a grandes distâncias. Em outras palavras, não seriam representativas da média do universo, mas chamariam atenção justamente por seu comportamento atípico.

E se nós formos esse exemplo

A hipótese levanta uma questão desconfortável. Se civilizações em colapso são mais fáceis de detectar, isso significa que a humanidade também pode estar se tornando visível pelo mesmo motivo. Emissões crescentes, mudanças climáticas e uso acelerado de recursos poderiam nos colocar em um estágio semelhante ao descrito por Kipping.

A Hipótese Eschatiana não afirma que o fim é inevitável, mas convida à reflexão. Talvez o universo não esteja cheio de sociedades iluminadas esperando para nos guiar. Talvez estejamos observando os ecos finais de civilizações que chegaram longe demais, rápido demais.

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Renê Fraga é criador do Arquivo UFO e editor-chefe do Eurisko. Atua com projetos digitais desde 1996 e mantém interesse contínuo pela ufologia, história e investigação de fenômenos aéreos não identificados. No Arquivo UFO, dedica-se à preservação de registros históricos, documentos e análises contextuais, conectando passado e presente em uma abordagem crítica e investigativa.
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