Principais destaques
- Astrônomos usaram o maior radiotelescópio móvel do mundo para analisar sinais vindos do objeto interestelar 3I/ATLAS.
- Mais de 470 mil sinais foram detectados inicialmente, mas todos tiveram explicação natural.
- O estudo reforça que, até agora, não há indícios de tecnologia alienígena associada ao objeto.
Pesquisadores voltaram a investigar um dos objetos mais intrigantes já observados cruzando o Sistema Solar.
O alvo da vez foi o 3I/ATLAS, um visitante interestelar que reacendeu debates sobre a possibilidade de ser algo além de um simples cometa.
A nova análise foi conduzida por cientistas ligados ao programa Breakthrough Listen, referência mundial na busca por sinais de inteligência fora da Terra.
As observações ocorreram em dezembro, pouco antes de o objeto atingir seu ponto mais próximo do nosso planeta. Para isso, a equipe utilizou o radiotelescópio de 100 metros localizado na Virgínia Ocidental, capaz de captar sinais extremamente fracos vindos do espaço profundo.
Um visitante interestelar que despertou suspeitas
Desde sua descoberta, o 3I/ATLAS tem sido alvo de especulações.
Por se tratar de apenas o terceiro objeto interestelar já identificado passando pelo Sistema Solar, qualquer comportamento fora do comum rapidamente chama a atenção da comunidade científica e do público curioso.
No ano passado, surgiram hipóteses sugerindo que o corpo poderia não ser totalmente natural. A ideia de que poderia se tratar de uma nave alienígena ou de algum tipo de sonda tecnológica ganhou força nas redes sociais, apesar da cautela adotada pelos cientistas.
A busca por sinais artificiais no rádio
O foco do novo estudo foi a procura por sinais de rádio de banda estreita, considerados ideais para transmissões artificiais por viajarem longas distâncias sem grande perda de informação. Durante a análise, os pesquisadores identificaram inicialmente cerca de 471 mil sinais candidatos.
Após uma filtragem rigorosa, apenas nove permaneceram como possíveis exceções. No entanto, uma investigação mais detalhada mostrou que todos eles eram resultado de interferência humana, como sinais de satélites ou equipamentos terrestres.
O que os resultados realmente indicam
A conclusão do estudo foi direta. Não há qualquer evidência de transmissores artificiais ativos nas proximidades do 3I/ATLAS acima de um nível mínimo de potência.
Os autores reforçam que, até o momento, todos os objetos interestelares conhecidos apresentam características compatíveis com fenômenos naturais.
Ainda assim, os próprios cientistas admitem que o número reduzido de objetos desse tipo justifica investigações aprofundadas. A curiosidade permanece, mas por enquanto, a explicação mais simples continua sendo a mais provável.
A ideia de que o 3I/ATLAS seja uma nave alienígena pode até perder força com esses resultados, mas o fascínio por visitantes vindos de outras estrelas segue mais vivo do que nunca.
