ET de Varginha teria ido para a Unicamp? Perito relembra ligação enigmática e nega chegada do material

Renê Fraga
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Principais destaques:

  • Um dos peritos mais conhecidos do país diz ter recebido uma ligação estranha em 1996 sobre material vindo de Varginha.
  • Segundo ele, nada chegou ao laboratório da Universidade Estadual de Campinas.
  • A história voltou ao debate com a exibição do documentário O Mistério de Varginha.

O caso do ET de Varginha, um dos episódios ufológicos mais famosos do mundo, ganhou novos contornos com relatos exibidos recentemente na televisão.

Entre eles está o depoimento do médico-legista Fortunato Antônio Badan Palhares, que ocupava um cargo de destaque na Unicamp na época dos acontecimentos.

Ele afirma ter recebido uma ligação misteriosa, mas é categórico ao negar que qualquer suposto material extraterrestre tenha chegado ao campus.

Uma ligação que nunca teve desfecho

Badan Palhares relembra que, em janeiro de 1996, foi orientado por telefone a não sair do laboratório, pois uma equipe do Exército estaria a caminho com um material importante vindo de Varginha. O detalhe intrigante é que, segundo ele, esse material simplesmente nunca apareceu. Até hoje, o perito afirma não saber quem fez a ligação, apenas que a pessoa se identificou como alguém ligado à Secretaria de Segurança Pública.

O que os ufólogos afirmavam na época

Naquele período, ufólogos defenderam a versão de que criaturas capturadas em Varginha teriam sido levadas em comboio militar até Campinas.

Alguns chegaram a dizer que existia um laboratório secreto no subsolo da universidade, onde os corpos teriam sido analisados.

Reportagens posteriores, no entanto, mostraram que o local apontado como laboratório era apenas uma área técnica com máquinas e tubulações que abasteciam o hospital universitário.

O documentário que reacendeu o mistério

A polêmica voltou ao centro das atenções com a série documental exibida pela TV Globo, que reuniu depoimentos inéditos, documentos históricos e versões contraditórias sobre o caso.

A produção revisita a trajetória de investigadores, moradores e militares, além de mostrar como algumas pessoas mudaram de opinião ao longo dos anos.

Mesmo com tantos relatos, o episódio segue dividido entre crença, ceticismo e curiosidade popular.

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Renê Fraga é criador do Arquivo UFO e editor-chefe do Eurisko. Atua com projetos digitais desde 1996 e mantém interesse contínuo pela ufologia, história e investigação de fenômenos aéreos não identificados. No Arquivo UFO, dedica-se à preservação de registros históricos, documentos e análises contextuais, conectando passado e presente em uma abordagem crítica e investigativa.
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