Principais destaques:
- Um dos principais nomes ligados ao Caso ET de Varginha afirma hoje que não há qualquer prova do fenômeno
- A mudança de posição aconteceu após quase 30 anos de reflexões e contato com pesquisadores acadêmicos
- O tema voltou ao debate com a série documental O Mistério de Varginha, exibida na TV Globo
O Caso ET de Varginha, um dos episódios ufológicos mais famosos do Brasil e do mundo, ganhou um novo capítulo que surpreendeu até os mais céticos.
O ufólogo Ubirajara Rodrigues, que ajudou a projetar internacionalmente a história nos anos 1990, afirma hoje que não acredita mais que algo extraordinário tenha ocorrido na cidade mineira de Varginha.
Após anos longe dos holofotes, ele reaparece na série documental exibida nesta semana, revelando uma virada completa em sua visão sobre o caso que marcou gerações e transformou Varginha em referência mundial quando o assunto é extraterrestre.
De entusiasta a crítico do próprio papel
No início das investigações, Ubirajara foi a primeira autoridade a sugerir às jovens que afirmaram ter visto a criatura que aquilo poderia ser um ser de outro planeta.
Essa interpretação foi decisiva para fortalecer a narrativa ufológica e ampliar sua repercussão no Brasil e no exterior.
Com o passar do tempo, no entanto, o próprio pesquisador passou a questionar sua postura.
Segundo ele, foram décadas de análises, revisões e conversas com estudiosos fora da ufologia, o que o levou a reconhecer erros de interpretação e de condução das entrevistas iniciais.
Sem provas, apenas relatos
A conclusão atual do ufólogo é direta: não existem provas nem indícios concretos de que uma nave ou criatura extraterrestre tenha aparecido em Varginha.
Para ele, os relatos reunidos ao longo dos anos, embora numerosos e vindos de pessoas diferentes, não sustentam uma explicação fora do comum.
Essa visão já havia sido apresentada em uma reportagem exibida em 2010, quando ele afirmou publicamente que o caso não resistia a uma análise mais rigorosa.
A declaração, segundo ele, foi suficiente para transformá-lo em alvo de críticas dentro da própria comunidade ufológica.
Impacto emocional e feridas abertas
A mudança de discurso teve consequências profundas, especialmente para as mulheres conhecidas como as “três meninas do ET”.
Elas afirmam que se sentiram abandonadas e desacreditadas após anos defendendo a veracidade do que viveram.
Além disso, Ubirajara passou a questionar também relatos atribuídos a militares, sugerindo que muitos depoimentos teriam sido induzidos pela própria crença coletiva em torno do caso.
Essa leitura contrasta com a visão de outros ufólogos, que seguem convencidos de que algo fora do comum ocorreu.
A série documental revisita todas essas versões, reunindo arquivos inéditos, depoimentos atuais e documentos oficiais, sem oferecer uma resposta definitiva, mas mostrando como o episódio continua vivo no imaginário popular quase três décadas depois.
