Principais destaques
- Relatos indicam que o episódio teria começado dias antes do famoso encontro das meninas, com uma suposta queda de objeto desconhecido na região.
- Em 20 de janeiro de 1996, Varginha viveu um dia marcado por avistamentos, capturas, tempestade intensa e movimentação militar fora do comum.
- As versões oficiais nunca convenceram testemunhas e pesquisadores, mantendo o caso como um dos maiores enigmas do Brasil.
O Caso Varginha segue despertando curiosidade quase três décadas depois. A história ganhou projeção internacional com documentários e continua sendo debatida por ufólogos, jornalistas e moradores da cidade.
A seguir, está uma reconstrução cronológica baseada em relatos recorrentes da ufologia brasileira, organizada em antes, durante e depois do episódio que mudou a rotina do sul de Minas Gerais.
O prelúdio: sinais estranhos antes do dia decisivo
Dias antes de 20 de janeiro de 1996, moradores da zona rural já falavam em algo fora do normal. Um piloto de ultraleve relatou ter visto um objeto grande, sem janelas e soltando uma fumaça branca, sobrevoando a região próxima à rodovia Fernão Dias. Segundo ele, destroços teriam sido recolhidos rapidamente por militares, que isolaram a área.
No mesmo período, um casal que vivia em uma fazenda próxima afirmou ter visto um objeto cinza, silencioso, pairando baixo sobre o pasto, deixando o gado extremamente agitado. Para muitos pesquisadores, esses relatos indicariam que algo já estava acontecendo nos bastidores, antes mesmo da cidade acordar para o mistério.
O dia 20 de janeiro de 1996: capturas, medo e tempestade
A manhã do sábado começou com um chamado incomum ao Corpo de Bombeiros. No bairro Jardim Andere, equipes teriam encontrado uma criatura de aparência desconhecida em um barranco. Testemunhas descrevem pele escura e viscosa, olhos grandes e avermelhados e protuberâncias na cabeça. Um caminhão do Exército teria participado da remoção do ser, que estaria vivo.
Horas depois, no meio da tarde, ocorreu o episódio mais famoso do caso. Três jovens que atravessavam um terreno baldio se depararam com uma criatura agachada junto a um muro. O choque foi imediato. Elas correram em pânico, acreditando ter visto algo sobrenatural. Pouco tempo depois, uma forte tempestade caiu sobre Varginha, com chuva intensa, granizo e quedas de energia, cenário que, segundo pesquisadores, facilitou uma movimentação militar discreta pela cidade.
À noite, relatos apontam para uma segunda captura, desta vez feita por policiais militares durante uma varredura. Um dos envolvidos teria manuseado a criatura sem qualquer proteção.
Hospitais, quartéis e a ligação com Campinas
Após as capturas, começaram os relatos de movimentação incomum em hospitais da cidade. Profissionais de saúde falaram, anos depois, sobre alas isoladas, presença de militares armados e ordens de silêncio. A versão mais difundida afirma que os seres foram transferidos para a Escola de Sargentos das Armas, em Três Corações.
Na sequência, um comboio militar teria seguido para Campinas, com destino à Universidade Estadual de Campinas, escolhida, segundo pesquisadores, por sua estrutura avançada de pesquisa. O nome do legista Fortunato Badan Palhares passou a ser associado ao caso, embora ele sempre tenha negado qualquer participação.
Depois do caso: mortes, versões oficiais e silêncio
Semanas após os eventos, o policial que teria capturado uma das criaturas morreu após um quadro infeccioso rápido e agressivo. O laudo oficial apontou sepse, mas o caso alimentou ainda mais suspeitas.
Em maio de 1996, o Exército divulgou o resultado do inquérito militar. A conclusão afirmava que não houve ET algum. Segundo a versão oficial, as jovens teriam confundido uma pessoa com deficiência física com uma criatura, e a movimentação militar seria apenas rotina. As testemunhas nunca aceitaram essa explicação.
Relatos posteriores ainda falam sobre a possível participação de órgãos internacionais, como o NORAD, e até o pouso de uma aeronave americana em Campinas, levantando suspeitas de acobertamento.
Quase 30 anos depois, o Caso Varginha segue dividido entre documentos oficiais e relatos que resistem ao tempo. Para muitos, trata-se apenas de um mal-entendido coletivo. Para outros, é a prova de que nem todas as respostas foram, de fato, dadas.
A cronologia completa
Esta é uma cronologia detalhada baseada na reconstrução dos eventos apresentada na ufologia brasileira e nos principais documentários sobre o caso (como “Moment of Contact” e documentários nacionais).
O Caso Varginha é complexo porque envolve múltiplas testemunhas que não se conheciam, militares, bombeiros e médicos. Abaixo, a linha do tempo organizada entre o “antes”, o “durante” e o “depois”.
Parte 1: O Prelúdio (A Queda)
Eventos que ocorreram dias antes da aparição das criaturas na cidade.
- 13 de Janeiro de 1996 (A Queda):
- O piloto de ultraleve Carlos de Souza relata ter visto uma aeronave estranha em dificuldades voando perto da rodovia Fernão Dias. Ele descreve o objeto como tendo o formato de um “ônibus escolar sem janelas”, soltando fumaça branca (como se fosse vapor de gelo seco) e com uma rachadura no casco.
- Ele segue o objeto e vê os destroços em um campo. Segundo Carlos, militares chegaram quase imediatamente, recolheram os destroços (que ele descreveu como “metal que parecia papel alumínio amassado que voltava ao normal”) e o expulsaram do local sob ameaça.
- Alerta do NORAD: Especula-se que o Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD) rastreou o objeto entrando na atmosfera e alertou os militares brasileiros dias antes.
- Entre 13 e 19 de Janeiro (Sinais na Fazenda):
- O casal Eurico e Oralina Rodrigues, moradores de uma fazenda próxima a Varginha, relata ter visto um OVNI sobrevoando o pasto lentamente. O gado ficou agitado. Eles descreveram o objeto como um “submarino cinza” flutuando silenciosamente.
Parte 2: O Dia “D” – 20 de Janeiro de 1996
O dia principal, marcado pelas capturas e pela tempestade.
- 08:00 – 10:00 (A Primeira Captura – Zona Norte):
- O Corpo de Bombeiros é acionado para capturar um “animal estranho” em um barranco no bairro Jardim Andere.
- Ao chegarem, percebem que não é um animal nativo. A criatura é descrita como tendo pele marrom/oleosa, três protuberâncias na cabeça e olhos vermelhos grandes.
- Um caminhão do Exército (ESA – Escola de Sargentos das Armas) chega para dar apoio. A captura é feita com redes e caixas de madeira. A criatura estaria viva e emitindo um som de zumbido.
- 15:30 (O Avistamento das Meninas):
- As três jovens — Liliane, Valquíria e Kátia — voltam do trabalho atravessando um terreno baldio.
- Elas avistam uma criatura agachada junto a um muro. Assustadas com a aparência (olhos vermelhos, veias saltadas, pele viscosa), elas correm pensando ser o “diabo”. Este é o relato mais famoso do caso.
- 17:00 – 18:00 (A Tempestade):
- Pouco após as meninas correrem para casa e contarem à mãe (Dona Luísa), que voltou ao local e viu apenas uma marca no chão e sentiu um cheiro forte de amônia/enxofre, o tempo vira drasticamente.
- Cai uma chuva torrencial com granizo sobre Varginha. A tempestade foi tão forte que destelhou casas, derrubou árvores e causou apagões, o que ajudou a ocultar a movimentação militar subsequente.
- 20:00 – 22:00 (A Segunda Captura e Marco Chereze):
- Durante a noite, policiais militares (P2 – Inteligência) estariam fazendo uma varredura.
- O policial Marco Eli Chereze captura uma segunda criatura (que estaria mancando ou ferida) sem luvas ou proteção adequada. Ele a coloca no banco de trás da viatura.
Parte 3: A Rota Hospitalar e Militar (20 a 22 de Janeiro)
A movimentação entre hospitais locais e a base militar.
- Hospital Regional de Varginha:
- A primeira criatura capturada pelos bombeiros teria sido levada brevemente para cá, mas a ordem foi transferir tudo para um local mais isolado ou equipado.
- Há relatos de alas isoladas e movimentação atípica de médicos e militares armados nos corredores.
- Hospital Humanitas:
- A segunda criatura (capturada por Chereze) foi levada para o Hospital Humanitas. Relatos indicam que ela faleceu pouco depois ou já chegou morta/moribunda.
- A equipe médica teria sido coagida a não falar sobre o assunto.
- Transferência para a ESA (Três Corações):
- Na madrugada do dia 21 para 22, as criaturas (vivas ou mortas) foram levadas em comboio para a Escola de Sargentos das Armas (ESA), na cidade vizinha de Três Corações.
Parte 4: A Conexão Unicamp e Badan Palhares (23 de Janeiro)
A fase da autópsia e transporte final.
- O Comboio para Campinas:
- Testemunhas afirmam que um comboio militar saiu da ESA na madrugada. O destino seria a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), referência em pesquisa científica e médica.
- A escolha da Unicamp seria pela existência de laboratórios subterrâneos de alta segurança e equipamentos avançados.
- Dr. Badan Palhares:
- O renomado legista Fortunato Badan Palhares (famoso pelo caso PC Farias) é apontado como o responsável pela autópsia das criaturas.
- Documentários alegam que ele recebeu as criaturas no laboratório.
- A Versão Oficial: Palhares negou veementemente por décadas qualquer envolvimento, afirmando que estava ocupado com outros casos na época. Porém, pesquisadores apontam inconsistências na agenda dele naquele dia e testemunhas (funcionários do hospital) que afirmam tê-lo visto em áreas restritas.
Parte 5: O Pós-Evento e Consequências
Mortes, explicações oficiais e acobertamento.
- Fevereiro de 1996 (A Morte de Marco Chereze):
- O policial que capturou a segunda criatura sem luvas desenvolve um abscesso (furúnculo) na axila.
- Ele é internado com dores fortes, febre e paralisia progressiva.
- Marco Eli Chereze morre em 15 de fevereiro de 1996. A causa da morte oficial foi generalizada (sepse), mas exames indicaram a presença de uma “substância tóxica desconhecida” e uma infecção que “desligou” seu sistema imunológico quase instantaneamente. O caso médico dele permanece um mistério forense.
- Maio de 1996 (O Inquérito Militar – IPM):
- O Exército Brasileiro conclui o inquérito.
- A Explicação Oficial (“Luizinho”): O inquérito concluiu que as meninas não viram um ET, mas sim um cidadão local conhecido como “Luizinho” (ou Mudinho), que tinha problemas mentais e físicos e costumava ficar agachado observando a chuva. As meninas negam isso até hoje, dizendo que conheciam o Luizinho e que ele não se parecia em nada com a criatura.
- Sobre os caminhões e movimentação: O exército alegou que estava apenas fazendo manutenção de viaturas.
- Sobre os anões: Foi alegado que um casal de anões estava na maternidade do hospital, o que gerou a confusão sobre “seres pequenos” sendo transportados.
- Envolvimento Americano:
- Vários relatos (incluindo o controle de tráfego aéreo de Campinas) indicam que um avião de carga da Força Aérea Americana pousou em Campinas sem autorização prévia de plano de voo civil pouco depois da chegada das criaturas na Unicamp, supostamente para levar o material biológico/tecnológico para fora do Brasil.
