Principais destaques:
- A chamada “Missão Americana” sustenta que os Estados Unidos teriam assumido o controle do material do Caso Varginha por falta de estrutura brasileira para lidar com algo desconhecido.
- Relatos apontam para monitoramento prévio, operação logística sigilosa e uso de bases militares fora do Brasil.
- Visitas diplomáticas e depoimentos recentes reforçam, para ufólogos, a ideia de um acordo internacional silencioso.
O Caso Varginha deixou de ser apenas uma história intrigante do interior de Minas Gerais para se transformar, ao longo dos anos, em uma das teorias conspiratórias mais complexas da ufologia mundial.
No centro dessa narrativa está a chamada “Missão Americana”, que defende que o episódio teria envolvido uma cooperação imediata entre Brasil e Estados Unidos para lidar com tecnologia e biologia não humanas.
Segundo investigadores independentes e delatores anônimos, o Brasil não teria meios técnicos nem protocolos adequados para conter, analisar ou armazenar esse tipo de material. A solução, ainda segundo a teoria, teria sido recorrer aos norte-americanos.
Monitoramento antecipado e alerta militar
Um dos pilares da teoria é a ideia de que tudo começou antes mesmo dos relatos das criaturas. O sistema de vigilância do NORAD, responsável por monitorar objetos no espaço aéreo e orbital, teria detectado algo em rota instável rumo ao Sudeste do Brasil dias antes do caso se tornar público.
Fontes militares citadas por ufólogos afirmam que o alerta teria sido repassado ao CINDACTA e ao Exército. Isso explicaria a presença de caminhões militares e equipes de resgate em Varginha, apesar de a cidade não possuir base militar ativa, com a mais próxima localizada em Três Corações.
Viracopos e a suposta operação secreta
Campinas surge como ponto-chave da história por reunir infraestrutura científica e logística. O Aeroporto Internacional de Viracopos e a Unicamp seriam peças centrais dessa engrenagem.
Testemunhas ligadas à operação do aeroporto relataram a chegada, na madrugada de 20 para 21 de janeiro de 1996, de uma aeronave militar norte-americana, descrita como um C-5 Galaxy ou um C-141 Starlifter. O pouso teria ocorrido fora dos padrões normais, sem trâmites alfandegários e com orientação para manter a movimentação sob sigilo máximo, em uma área isolada da pista.
Para os defensores da teoria, foi nesse momento que o Brasil teria transferido a responsabilidade do caso.
Destino do material e implicações diplomáticas
O que exatamente teria sido levado continua no campo das especulações. A narrativa mais difundida fala em destroços metálicos com propriedades incomuns e nas criaturas, uma delas ainda viva ou em estado crítico.
Quanto ao destino, duas possibilidades dominam os debates: a Base Aérea de Albrook, no Panamá, então sede do Comando Sul dos EUA, ou a Base Aérea de Wright-Patterson, frequentemente citada na ufologia como centro de estudos de materiais exógenos desde Roswell.
A teoria ganha mais força para seus defensores ao lembrar a visita relâmpago de Warren Christopher ao Brasil semanas depois. Oficialmente, a agenda tratava de narcotráfico e cooperação espacial, mas ufólogos acreditam que o encontro serviu para selar acordos e garantir silêncio diplomático.
Depoimentos recentes reacendem o debate
Em 2022, o documentário Moment of Contact, dirigido por James Fox, trouxe um novo elemento à discussão. Um controlador de tráfego aéreo da Força Aérea Brasileira, com a voz distorcida, afirma ter presenciado a movimentação do avião americano em Viracopos. Segundo ele, os norte-americanos “vieram buscar o que era deles”, ou aquilo que o Brasil teria concordado em ceder.
Sem documentos oficiais ou confirmações governamentais, a “Missão Americana” permanece no território das hipóteses. Ainda assim, ela continua fascinando pesquisadores e curiosos por transformar um episódio local em um possível capítulo de uma conspiração geopolítica de alcance global.
Detalhamento da operação
Aqui está o detalhamento dessa operação internacional:
1. O Alerta Prévio (NORAD)
Acredita-se que a operação começou muito antes das meninas verem a criatura.
- Rastreamento Espacial: O NORAD (Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte) rastreia tudo o que entra na órbita da Terra. Segundo fontes militares vazadas, eles detectaram um objeto instável descendo sobre Minas Gerais na madrugada do dia 13 de janeiro (uma semana antes do caso).
- O Aviso ao Brasil: O governo americano teria alertado o CINDACTA (controle aéreo brasileiro) e o Exército sobre a queda iminente. Isso explicaria por que já havia caminhões do exército e bombeiros em prontidão na região de Varginha, uma cidade que não tem base militar ativa (a mais próxima fica em Três Corações, a 25km).
2. A Conexão Viracopos (O Aeroporto de Campinas)
Este é o ponto crucial da transferência. Campinas (SP) tornou-se o centro da operação por abrigar a Unicamp (pesquisa) e o aeroporto internacional de Viracopos (logística).
- A Chegada do Avião: Testemunhas que trabalhavam na torre de controle e na pista de Viracopos relataram a aterrissagem de uma aeronave militar norte-americana, supostamente um cargueiro C-5 Galaxy ou um C-141 Starlifter, na madrugada de 20 para 21 de janeiro (ou datas próximas, dependendo da fonte).
- Quebra de Protocolo:
- O avião aterrissou sem os procedimentos alfandegários padrão.
- A torre de controle teria recebido ordens de “ignorar” a movimentação ou tratá-la como sigilo máximo.
- A aeronave taxiou para uma área remota da pista, longe dos terminais de passageiros.
3. A Carga: O que foi levado?
A teoria é que o Brasil “terceirizou” o problema e a oportunidade.
- A Troca: O acordo seria: o Brasil entrega o material (que não tem capacidade de engenharia reversa para estudar rapidamente) e os EUA oferecem apoio logístico, financeiro ou tecnológico futuro.
- O Conteúdo: Acredita-se que o avião carregou:
- Os destroços da nave (o metal leve que se desamassava sozinho, recolhido na fazenda dias antes).
- As criaturas (a morta e a que estava viva/moribunda, que passou pela Unicamp e Hospital Humanitas).
4. O Destino Final: Wright-Patterson ou Panamá?
Para onde o avião foi? Existem duas teorias principais baseadas em rotas de voo militares da época:
- Base Aérea de Albrook (Panamá): Na época, era a sede do Comando Sul dos EUA. Seria uma parada técnica lógica antes de seguir para o norte.
- Base Aérea de Wright-Patterson (Ohio, EUA): Este é o “Santo Graal” da ufologia. Esta base é famosa por supostamente abrigar o Hangar 18, onde os destroços de Roswell (1947) teriam sido guardados. Levar o material de Varginha para lá seria consolidar todo o material exógeno em um único local de pesquisa avançada.
5. O Secretário de Estado dos EUA no Brasil
Uma coincidência histórica alimenta essa teoria.
- Warren Christopher: O então Secretário de Estado dos EUA (equivalente ao Ministro das Relações Exteriores) fez uma visita não agendada e relâmpago ao Brasil no final de fevereiro de 1996, poucas semanas após o incidente.
- As Reuniões: Ele se encontrou com autoridades brasileiras em Manaus e São Paulo. Oficialmente, a pauta era sobre narcotráfico e acordos espaciais. Ufólogos sugerem que a visita serviu para “amarrar as pontas” do acordo de transferência do material de Varginha e garantir o silêncio diplomático do Brasil.
6. James Fox e o Controlador de Voo
No documentário Moment of Contact (2022), o cineasta James Fox traz depoimentos de um controlador de tráfego aéreo da Força Aérea Brasileira. O homem afirma, com voz distorcida, que viu a movimentação do avião americano e que “os americanos vieram buscar o que era deles” (ou o que o Brasil cedeu a eles).



