Principais destaques:
- Relatos apontam que a Unicamp teria sido usada para análises sigilosas após o Caso Varginha, em 1996.
- Funcionários falaram sobre áreas isoladas, presença de estrangeiros e regras acadêmicas quebradas.
- A história mistura negações oficiais, lendas internas e detalhes curiosos que alimentam a ufologia até hoje.
Em janeiro de 1996, enquanto a pequena Varginha entrava para a história da ufologia mundial, outra cidade paulista passava a ocupar um papel silencioso e intrigante nos bastidores do caso.
Segundo pesquisadores e testemunhas, a Unicamp teria se tornado, por alguns dias, o equivalente brasileiro da Área 51. Não como local de captura, mas como centro de análise científica e preparação para a retirada final do suposto material biológico.
A seguir, estão os principais pontos dessa fase pouco comentada, mas amplamente discutida entre estudiosos do fenômeno.
Um laboratório isolado no subsolo
Os olhares se voltaram para o Departamento de Medicina Legal e para o Hospital de Clínicas da universidade. Funcionários antigos relatam que acessos ao subsolo foram subitamente bloqueados, sem aviso prévio. A segurança habitual teria sido reforçada por homens desconhecidos, alguns à paisana, outros de terno, sempre discretos e vigilantes.
A área de anatomia, onde atuava o perito Fortunato Badan Palhares, teria sido parcialmente vedada com barreiras improvisadas. Outro detalhe recorrente nos relatos é um cheiro forte e incomum que escapava dos sistemas de ventilação, descrito como algo entre amônia, enxofre e um produto químico hospitalar extremamente intenso.
Homens de terno e inglês nos corredores
O que mais chamou a atenção de estudantes e funcionários não foi a presença de militares brasileiros, mas de civis estrangeiros. Testemunhas afirmam ter visto homens usando ternos escuros, carregando maletas rígidas e se comunicando em inglês, muitas vezes com dificuldade ao falar português.
Esses indivíduos não pareciam executar exames, mas supervisionar tudo de perto. Segundo os relatos, acompanhavam Badan Palhares constantemente, como se cada passo do perito estivesse sob observação. Para ufólogos, eles poderiam estar ligados a órgãos de inteligência dos Estados Unidos, como a CIA, interessados em garantir a integridade do suposto material.
Comida proibida e uma rotina de emergência
Um dos episódios mais curiosos envolve a copa da universidade. Funcionários relataram pedidos incomuns de grandes quantidades de comida para serem entregues dentro da área isolada do laboratório. Isso contrariava normas rígidas de biossegurança, que proibiam qualquer refeição em locais de autópsia.
A quebra dessa regra levantou suspeitas de que a equipe não podia sair do local em hipótese alguma, sugerindo uma operação contínua, sem pausas, que teria durado dia e noite.
Badan Palhares entre negativas e contradições
Por muitos anos, Badan Palhares negou qualquer envolvimento com seres não humanos. Segundo ele, a movimentação na Unicamp fazia parte da rotina acadêmica, e nada de anormal teria ocorrido.
Recentemente, porém, o perito trouxe à tona um detalhe até então pouco comentado. Ele revelou que, na época do Caso Varginha, recebeu uma ligação estranha, atribuída à Secretaria de Segurança Pública. Nessa chamada, foi orientado a não sair do laboratório porque um material vindo de Varginha estaria a caminho e exigiria um trabalho completo de exumação.
Segundo Badan, o material nunca chegou. Ele afirma não saber quem fez a ligação e diz não se lembrar se houve qualquer menção explícita a extraterrestres. Ainda assim, a revelação chamou atenção por confirmar que algo fora do comum estava sendo esperado na Unicamp naquele período. Apesar disso, o perito mantém sua postura cética e reforça que só acredita no que pode ver e examinar diretamente.
A retirada silenciosa e o fim do mistério
Segundo os relatos, a operação terminou com a saída de caixotes especiais da Unicamp sob forte escolta. O destino teria sido o Aeroporto de Viracopos, onde um avião estrangeiro aguardava autorização para decolar.
Após a partida do comboio, as áreas isoladas foram reabertas, os homens de terno desapareceram e a universidade voltou à rotina normal. Oficialmente, nada aconteceu. Extraoficialmente, para muitos, foi ali que se encerrou o capítulo mais silencioso e inquietante do Caso Varginha.



