O mistério de Warminster: 60 anos do fenômeno UFO que marcou uma cidade inglesa

Renê Fraga
4 min de leitura

Principais destaques:

  • Uma pequena cidade inglesa virou palco de relatos de OVNIs, ruídos estranhos e fenômenos inexplicáveis nos anos 1960
  • O caso ficou conhecido como “Warminster Thing” e até hoje não tem uma explicação definitiva
  • Um mural recente reacendeu o interesse pelo mistério seis décadas depois dos primeiros relatos

Há exatamente 60 anos, uma pequena cidade rural no sudoeste da Inglaterra entrou para a história da ufologia mundial.

Em 1965, moradores de Warminster começaram a relatar acontecimentos estranhos que iam de ruídos inexplicáveis a avistamentos de objetos voadores não identificados.

Nascia ali o que ficaria conhecido como The Warminster Thing.

Tudo começou com sons inexplicáveis

Os primeiros relatos não falavam de discos voadores, mas de barulhos profundos e vibrantes, descritos como um “zumbido” capaz de sacudir telhados. Com o tempo, os sons deram lugar a luzes estranhas no céu, objetos pairando sobre colinas e movimentos que desafiavam explicações convencionais.

A cobertura da imprensa local rapidamente chamou a atenção da mídia nacional, incluindo a BBC, transformando Warminster em um dos maiores hotspots de UFOs do Reino Unido nos anos 1960.

Colinas, vigílias noturnas e observações coletivas

Um dos pontos mais citados nos relatos é Cley Hill, uma colina com vista ampla da região e passado histórico como forte da Idade do Ferro.

Outras áreas próximas, como Cradle Hill e Middle Hill, também entraram para o imaginário popular, muitas delas situadas perto de zonas militares, o que alimentou ainda mais o mistério.

Moradores contam que observar o céu virou parte da rotina. Jovens passavam noites inteiras nas colinas, munidos de rádios, comparando o que viam em diferentes pontos e, em vários casos, descrevendo os mesmos objetos ao mesmo tempo.

Ufologia, arquivos e jornalismo

Um dos nomes centrais dessa história é Arthur Shuttlewood, jornalista que se dedicou a entrevistar testemunhas, reunir cartas enviadas ao jornal local e publicar livros inteiros sobre o fenômeno. Seu trabalho ajudou a preservar relatos que, de outra forma, teriam se perdido com o tempo.

Décadas depois, pesquisadores e ex-policiais continuam arquivando testemunhos, reforçando a ideia de que, independentemente da explicação, os relatos fazem parte da memória coletiva.

O mistério ainda vive, agora como identidade cultural

Em 2025, a cidade celebrou os 60 anos do fenômeno com um enorme mural temático, financiado em apenas cinco dias por moradores. A obra retrata alienígenas, discos voadores e personagens históricos ligados ao caso, uma prova de que o mistério segue vivo, mesmo em tempos de satélites e câmeras em alta definição.

Autoridades locais veem o fenômeno como algo que une a comunidade. Mais do que acreditar ou não em UFOs, o Warminster Thing se tornou parte do folclore moderno da cidade.

“Um pouco de mistério é necessário. Ele enriquece uma comunidade”, resumiu um representante local.

Entre a explicação e o encanto

Teorias não faltam: testes militares secretos, fenômenos atmosféricos, aeronaves experimentais ou simples coincidências. Ainda assim, para muitos moradores e visitantes, saber exatamente o que aconteceu tiraria a graça da história.

Sessenta anos depois, Warminster continua olhando para o céu, não apenas em busca de respostas, mas para manter viva uma das histórias mais curiosas da ufologia europeia.

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Renê Fraga é criador do Arquivo UFO e editor-chefe do Eurisko. Atua com projetos digitais desde 1996 e mantém interesse contínuo pela ufologia, história e investigação de fenômenos aéreos não identificados. No Arquivo UFO, dedica-se à preservação de registros históricos, documentos e análises contextuais, conectando passado e presente em uma abordagem crítica e investigativa.
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