Principais destaques:
- Uma pequena cidade inglesa virou palco de relatos de OVNIs, ruídos estranhos e fenômenos inexplicáveis nos anos 1960
- O caso ficou conhecido como “Warminster Thing” e até hoje não tem uma explicação definitiva
- Um mural recente reacendeu o interesse pelo mistério seis décadas depois dos primeiros relatos
Há exatamente 60 anos, uma pequena cidade rural no sudoeste da Inglaterra entrou para a história da ufologia mundial.
Em 1965, moradores de Warminster começaram a relatar acontecimentos estranhos que iam de ruídos inexplicáveis a avistamentos de objetos voadores não identificados.
Nascia ali o que ficaria conhecido como The Warminster Thing.
Tudo começou com sons inexplicáveis
Os primeiros relatos não falavam de discos voadores, mas de barulhos profundos e vibrantes, descritos como um “zumbido” capaz de sacudir telhados. Com o tempo, os sons deram lugar a luzes estranhas no céu, objetos pairando sobre colinas e movimentos que desafiavam explicações convencionais.
A cobertura da imprensa local rapidamente chamou a atenção da mídia nacional, incluindo a BBC, transformando Warminster em um dos maiores hotspots de UFOs do Reino Unido nos anos 1960.
Colinas, vigílias noturnas e observações coletivas
Um dos pontos mais citados nos relatos é Cley Hill, uma colina com vista ampla da região e passado histórico como forte da Idade do Ferro.
Outras áreas próximas, como Cradle Hill e Middle Hill, também entraram para o imaginário popular, muitas delas situadas perto de zonas militares, o que alimentou ainda mais o mistério.
Moradores contam que observar o céu virou parte da rotina. Jovens passavam noites inteiras nas colinas, munidos de rádios, comparando o que viam em diferentes pontos e, em vários casos, descrevendo os mesmos objetos ao mesmo tempo.
Ufologia, arquivos e jornalismo
Um dos nomes centrais dessa história é Arthur Shuttlewood, jornalista que se dedicou a entrevistar testemunhas, reunir cartas enviadas ao jornal local e publicar livros inteiros sobre o fenômeno. Seu trabalho ajudou a preservar relatos que, de outra forma, teriam se perdido com o tempo.
Décadas depois, pesquisadores e ex-policiais continuam arquivando testemunhos, reforçando a ideia de que, independentemente da explicação, os relatos fazem parte da memória coletiva.
O mistério ainda vive, agora como identidade cultural
Em 2025, a cidade celebrou os 60 anos do fenômeno com um enorme mural temático, financiado em apenas cinco dias por moradores. A obra retrata alienígenas, discos voadores e personagens históricos ligados ao caso, uma prova de que o mistério segue vivo, mesmo em tempos de satélites e câmeras em alta definição.
Autoridades locais veem o fenômeno como algo que une a comunidade. Mais do que acreditar ou não em UFOs, o Warminster Thing se tornou parte do folclore moderno da cidade.
“Um pouco de mistério é necessário. Ele enriquece uma comunidade”, resumiu um representante local.
Entre a explicação e o encanto
Teorias não faltam: testes militares secretos, fenômenos atmosféricos, aeronaves experimentais ou simples coincidências. Ainda assim, para muitos moradores e visitantes, saber exatamente o que aconteceu tiraria a graça da história.
Sessenta anos depois, Warminster continua olhando para o céu, não apenas em busca de respostas, mas para manter viva uma das histórias mais curiosas da ufologia europeia.
