Urandir Fernandes assume o controle da Revista UFO (Atualizado!)

Renê Fraga
7 min de leitura

Principais destaques

  • Circula nos bastidores a informação de que Urandir Fernandes de Oliveira teria comprado a Revista UFO
  • A suposta negociação estaria provocando uma debandada silenciosa de colaboradores históricos
  • Até agora, não houve confirmação oficial clara sobre os termos e o futuro editorial da revista

Um rumor inesperado começou a se espalhar nos corredores da ufologia brasileira.

A informação que corre solta entre grupos, bastidores e redes sociais é que Urandir Fernandes de Oliveira, figura cercada de polêmicas e teorias controversas, teria se tornado o novo dono da Revista UFO.

A notícia ainda não foi formalizada publicamente, mas o burburinho cresce a cada hora e já provoca reações intensas.

Segundo comentários recorrentes, a possível compra teria ocorrido de forma discreta, mas suficiente para causar um verdadeiro terremoto interno.

Para muitos entusiastas, a simples associação entre Urandir e a revista fundada por Ademar José Gevaerd soa quase como um roteiro improvável demais para ser real.

Uma rivalidade antiga volta a assombrar a revista

O espanto em torno do rumor não surge do nada. Urandir e Gevaerd mantiveram, por décadas, uma relação marcada por críticas públicas, acusações e disputas judiciais.

Nos bastidores da ufologia, a rivalidade sempre foi tratada como uma das mais intensas do meio.

Por isso, a ideia de que o projeto de vida de Gevaerd possa agora estar sob o comando de seu rival histórico tem causado choque e incredulidade.

Em grupos fechados, muitos descrevem a situação como irônica, outros como um desrespeito simbólico ao legado do fundador.

Saídas silenciosas e sinais de ruptura

Outro elemento que alimenta o rumor é a movimentação recente de nomes importantes ligados à revista.

Editores, pesquisadores, colunistas e até parceiros de mídia começaram a anunciar desligamentos ou pausas indefinidas, quase sempre usando um tom cauteloso e diplomático.

Embora ninguém cite diretamente Urandir como motivo, a coincidência temporal levanta suspeitas.

Para parte da comunidade, essas saídas seriam um indício claro de que algo mudou profundamente nos bastidores e que a nova fase da revista não agrada a todos.

Comunidade dividida e futuro incerto

Nas redes sociais, a reação é majoritariamente negativa. Muitos leitores e ufólogos demonstram dificuldade em aceitar que a Revista UFO possa seguir um caminho alinhado às ideias associadas a Urandir, como ET Bilu, Terra Convexa e Ratanabá.

Enquanto isso, cresce a expectativa por um anúncio oficial que esclareça o que é fato e o que é apenas especulação. Até lá, o clima é de tensão, desconfiança e curiosidade.

Se o rumor se confirmar, a ufologia brasileira pode estar diante de uma de suas maiores reviravoltas.

Atualização: Venda da Revista UFO é confirmada

A incerteza chegou ao fim. Após dias de rumores e forte reação da comunidade ufológica, a venda da Revista UFO foi oficialmente confirmada.

A informação foi divulgada pelo Portal Vigília, que publicou entrevista exclusiva e nota oficial assinada por Daniel Gevaerd, filho do fundador da revista.

Segundo o comunicado, a Revista UFO passa a integrar a estrutura da UFO Intermediações, empresa ligada ao Grupo Dakila Pesquisas, presidido pelo empresário Urandir Fernandes de Oliveira.

A confirmação transforma em fato aquilo que antes era tratado apenas como bastidor e especulação.

Crise financeira levou à decisão

De acordo com Daniel Gevaerd, a negociação foi motivada por uma situação financeira considerada insustentável.

Em entrevista ao Portal Vigília, ele revelou que assumiu a revista após a morte de Ademar José Gevaerd, em 2022, herdando uma dívida próxima de um milhão de reais, agravada pela pandemia e pela paralisação das atividades editoriais.

Segundo Daniel, sem a entrada de um grupo com capacidade de investimento, a revista simplesmente deixaria de existir.

Ele afirma que o processo de negociação durou cerca de seis meses e envolveu análises jurídicas e financeiras profundas, com o objetivo declarado de garantir a continuidade da publicação.

Reação negativa se intensifica

A confirmação oficial não reduziu a tensão. Pelo contrário, consolidou a divisão na comunidade ufológica brasileira.

Editores, conselheiros e colaboradores históricos afirmam que não foram informados com clareza sobre a ligação direta da venda com o Grupo Dakila, o que gerou sensação de quebra de confiança.

Nomes centrais da história recente da revista, como o ex-editor-chefe Thiago Ticchetti e o coeditor de longa data Marco Antonio Petit, mantiveram a decisão de se afastar definitivamente do projeto.

Grupos de pesquisa, podcasts e portais parceiros também anunciaram o encerramento imediato de vínculos com a Revista UFO.

Para muitos ufólogos, a associação com Urandir representa um choque ético e simbólico, já que ele foi durante décadas o principal alvo das críticas editoriais da própria revista.

Um futuro incerto para a publicação

Na nota oficial enviada ao Portal Vigília, a nova administração afirma que a Revista UFO seguirá comprometida com a investigação séria e responsável, agora com uma estrutura empresarial mais robusta e capacidade de modernização.

Daniel Gevaerd permanece como diretor da publicação e promete uma nova fase de expansão.

Apesar disso, a percepção predominante entre pesquisadores e leitores tradicionais é de que a revista entra em um território desconhecido.

A rivalidade histórica entre Gevaerd e Urandir, somada ao histórico controverso do Grupo Dakila, faz com que muitos vejam a confirmação da venda como o fim de uma era na ufologia brasileira.

Se a Revista UFO conseguirá preservar o legado que a tornou referência por décadas ou se passará por uma transformação irreversível, é algo que ainda será definido nos próximos capítulos.

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Renê Fraga é criador do Arquivo UFO e editor-chefe do Eurisko. Atua com projetos digitais desde 1996 e mantém interesse contínuo pela ufologia, história e investigação de fenômenos aéreos não identificados. No Arquivo UFO, dedica-se à preservação de registros históricos, documentos e análises contextuais, conectando passado e presente em uma abordagem crítica e investigativa.
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