O Departamento de Guerra dos Estados Unidos (antigo Departamento de Defesa) publicou, em 10 de julho de 2026, o quarto lote de arquivos sobre Fenômenos Aéreos Anômalos (UAP) dentro do programa PURSUE, o Sistema Presidencial de Desclassificação e Divulgação de Encontros com UAP.
Ao todo, 40 novos registros foram acrescentados ao acervo público hospedado em WAR.GOV/UFO, elevando para mais de 330 o total de documentos, vídeos, áudios e imagens já divulgados desde maio de 2026.
Entre os destaques do novo lote estão vídeos infravermelhos de objetos não identificados sobre o Oceano Atlântico, o oeste e o leste dos Estados Unidos, além de documentos históricos que remontam à década de 1940.
O que é o programa PURSUE
PURSUE é a sigla para Presidential Unsealing and Reporting System for UAP Encounters — em português, algo como “Sistema Presidencial de Desselamento e Divulgação de Encontros com UAP”.
Trata-se de um esforço interagências coordenado pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos (a pasta que, até 2025, era conhecida como Departamento de Defesa) para localizar, revisar, desclassificar e tornar públicos registros históricos e recentes relacionados a Fenômenos Aéreos Anômalos (UAP, na sigla em inglês).
O termo UAP substituiu oficialmente “OVNI” na nomenclatura do governo americano depois que a Lei de Autorização de Defesa Nacional James M. Inhofe, sancionada em dezembro de 2022, ampliou o escopo das investigações para além do espaço aéreo, incluindo fenômenos observados na água, sob a água, no espaço e em ambientes transmídia (que transitam entre meios diferentes, como ar e mar).
Por que o programa foi criado e quem autorizou a divulgação
O PURSUE nasceu de uma determinação do presidente Donald J. Trump, formalizada em fevereiro de 2026, que instruiu o Departamento de Guerra, o FBI, a NASA e agências de inteligência a identificar, revisar e liberar registros relacionados a UAP mantidos em sigilo pelo governo federal. O objetivo declarado é ampliar a transparência sobre um tema que, por décadas, ficou restrito a círculos militares e de inteligência.
A coordenação do programa está a cargo do Gabinete do Secretário de Guerra, com participação direta do AARO (All-domain Anomaly Resolution Office), o escritório do Pentágono dedicado à investigação de fenômenos anômalos multidomínio, além do ODNI (Escritório do Diretor de Inteligência Nacional) e de agências como CIA, FBI, NASA e Departamento de Energia.
Como funcionam as liberações em lotes
Desde o lançamento, o governo americano optou por divulgar os arquivos de forma escalonada, em vez de publicar tudo de uma só vez.
Essa estratégia de “liberação contínua” permite que cada agência revise seus próprios registros no seu ritmo, evitando atrasos generalizados causados por documentos que ainda exigem análise de sigilo. Os arquivos ficam hospedados permanentemente no portal WAR.GOV/UFO, que funciona como um repositório único e crescente.
Até o momento, foram publicados quatro lotes:
- Lote 1 — 8 de maio de 2026, com cerca de 160 arquivos, cobrindo um período de 82 anos, de 1944 a 2026.
- Lote 2 — 22 de maio de 2026, acrescentando cerca de 64 novos registros, com a primeira participação de múltiplas agências (CIA, ODNI, NASA e Departamento de Energia) além do Departamento de Guerra.
- Lote 3 — 12 de junho de 2026, com 72 novos registros, marcando a primeira contribuição formal do FBI e a primeira Avaliação da Comunidade de Inteligência (ICA) sobre um caso específico.
- Lote 4 — 10 de julho de 2026, com 40 novos arquivos, o foco desta reportagem.
O que já havia aparecido nos lotes anteriores
Os três primeiros lotes trouxeram uma combinação de material recente e histórico. O primeiro lote reuniu dezenas de relatórios de casos não resolvidos, imagens infravermelhas e vídeos de sensores militares, além de documentos ligados a operações no Oriente Médio entre 2016 e 2026 e registros da era da Segunda Guerra Mundial sobre os chamados “foo fighters”.
O segundo lote chamou atenção por incluir um vídeo mostrando quatro objetos em formação sobre o Irã, um caso de aceleração instantânea registrado na Síria, um episódio em que um caça F-16C da Guarda Aérea Nacional teria sido acionado contra um UAP, e um relato em primeira pessoa de um oficial de inteligência sênior descrevendo um encontro de mais de uma hora com esferas luminosas a partir de um helicóptero militar.
Documentos históricos da Base Sandia, do Novo México, e material relacionado às missões Apollo também integraram esse lote.
O terceiro lote foi o primeiro a contar com arquivos do FBI e trouxe à tona o caso de Colorado Springs, de 2022, incluindo uma entrevista formal, uma renderização digital do objeto relatado e uma avaliação formal da comunidade de inteligência.
Um cabograma da CIA da era da Guerra Fria relacionado ao Zimbábue e o histórico Estudo do Exército sobre Discos Voadores, de 1949, também constaram do pacote.
O que diferencia o quarto lote
O lote 4, divulgado em 10 de julho de 2026, reúne 40 novos arquivos distribuídos entre cinco agências: 28 do Departamento de Guerra, 7 da NASA, 2 da CIA, 2 do Departamento de Energia e 1 do FBI.
É a primeira vez que o Departamento de Energia praticamente dobra sua contribuição ao acervo, reforçando o interesse em registros ligados a instalações nucleares.
Por tipo de arquivo, o lote inclui 19 vídeos, 14 documentos em PDF, 4 áudios e 3 imagens. Cerca de 19 arquivos, quase metade do total, tiveram algum tipo de redação (censura parcial de trechos), aplicada, segundo o próprio programa, para proteger identidades de testemunhas e detalhes sensíveis de plataformas militares, e não para ocultar dados sobre os próprios fenômenos observados.
A maior parte dos novos vídeos foi produzida entre 2015 e 2025 e mostra pontos de contraste captados por sensores eletro-ópticos multissensor a bordo de caças, drones e, em alguns casos, aeronaves civis — um padrão recorrente também nos lotes anteriores.
Quantos arquivos, documentos, vídeos, áudios e imagens somam os quatro lotes
Somando as quatro liberações, o acervo do PURSUE já reúne mais de 330 arquivos, provenientes do Departamento de Guerra (que lidera com mais de 170 registros), NASA, CIA, FBI, Departamento de Energia, ODNI e Departamento de Estado. O período coberto vai de 1944, com os relatos de “foo fighters” da Segunda Guerra Mundial — até observações de 2025 na região do Indo-Pacífico, totalizando 82 anos de registros.
Casos que mais chamam atenção no lote 4
Entre os registros mais comentados do novo lote está o vídeo catalogado como DOW-UAP-PR116, um “Relatório de UAP Não Resolvido” sobre o Oceano Atlântico, de 2020.
A testemunha descreveu um objeto de coloração amarronzada ou avermelhada, com cerca de 3,5 a 4,5 metros de altura, que se deslocava na mesma direção do vento e não realizava manobras — características consistentes com um balão ou um conjunto de balões agrupados, e não com uma manobra propulsionada.
Outro caso de destaque é o DOW-UAP-PR108, filmado sobre o oeste dos Estados Unidos em 2020, que apresenta semelhança visual superficial com o famoso vídeo “Tic Tac” de 2004, capturado pelo piloto Chad Underwood na costa da Baja California.
Apesar da aparência parecida, o novo vídeo não oferece contexto adicional suficiente para identificar o objeto.
Já o DOW-UAP-PR112, registrado sobre o leste dos Estados Unidos em 2019, mostra um objeto que o observador descreveu como capaz de atingir velocidades elevadas — um dos poucos casos do lote em que a dinâmica de voo relatada foge do padrão de objetos passivos como balões.
Casos que permanecem sem explicação e casos que receberam explicação oficial
Até esta quarta liberação, nenhum dos vídeos ou documentos publicados pelo PURSUE apresentou evidência conclusiva de tecnologia de origem desconhecida ou de desempenho de voo inexplicável por meios convencionais.
Grande parte dos objetos filmados permanece oficialmente classificada como “não resolvida”, o que significa que as agências não afirmam nem descartam nenhuma origem específica, apenas registram que a identificação não pôde ser confirmada com os dados disponíveis.
Por outro lado, casos como o do Atlântico (PR116) tiveram uma leitura técnica relativamente convergente entre analistas independentes e o próprio relato da testemunha, apontando para objetos infláveis como explicação mais provável, embora sem uma confirmação oficial definitiva por parte do Departamento de Guerra.
Tecnologias militares e sensores presentes no lote
A maioria dos vídeos do lote 4 foi capturada por sistemas eletro-ópticos e infravermelhos (EO/IR) multissensor instalados em caças, veículos aéreos não tripulados (VANTs) e, ocasionalmente, sensores civis.
Esses sistemas combinam uma câmera de luz visível com um sensor térmico, permitindo o rastreamento de “áreas de contraste”, pontos que se destacam do fundo térmico ou visual, mesmo quando o objeto está distante ou em baixa resolução.
Cada vídeo classificado como “Relatório de UAP Não Resolvido” vem acompanhado de um aviso padrão do AARO, informando que a descrição técnica do vídeo tem caráter apenas informativo e não deve ser interpretada como uma conclusão investigativa ou um julgamento analítico sobre a natureza do objeto, um cuidado metodológico que se repete em praticamente todos os lançamentos do programa.
Órgãos que participaram do lote 4
Cinco agências federais contribuíram diretamente para o quarto lote: o Departamento de Guerra (com a maior parcela dos arquivos, majoritariamente vídeos do AARO), a NASA, a CIA, o Departamento de Energia e o FBI.
A participação do Departamento de Energia é particularmente relevante por envolver registros ligados a instalações nucleares, um tipo de documento historicamente sensível dentro do programa.
Vídeos do lote 4: contexto, datas e comportamento observado
Os vídeos divulgados neste lote seguem um padrão técnico semelhante ao dos lotes anteriores: sequências curtas, entre alguns segundos e poucos minutos, captadas por sensores militares durante operações de rotina, em que um operador identifica um “ponto de contraste” não identificado e o mantém no campo de visão do sensor até perdê-lo ou até o fim da gravação.
- DOW-UAP-PR116 — Oceano Atlântico, 2020: objeto amarronzado, de porte médio, sem manobras evasivas, consistente com deslocamento passivo pelo vento.
- DOW-UAP-PR108 — Oeste dos EUA, 2020: objeto de contorno alongado, semelhante ao caso “Tic Tac” de 2004, sem contexto adicional que permita identificação.
- DOW-UAP-PR112 — Leste dos EUA, 2019: objeto associado a deslocamento em alta velocidade, segundo o relato do observador.
Nenhum dos três vídeos traz identificação da aeronave de origem, mas os padrões de gravação e os metadados sugerem uso de plataformas de vigilância militar dos EUA, coerente com o restante do acervo do AARO.
Linha do tempo: da Guerra Fria ao PURSUE
A história da investigação oficial americana sobre objetos voadores não identificados atravessa quase oito décadas:
- Projeto Sign (1947–1949): primeiro programa oficial da Força Aérea dos EUA para investigar avistamentos de discos voadores após a onda de relatos de 1947.
- Projeto Grudge (1949–1952): sucessor do Projeto Sign, adotou uma postura mais cética, atribuindo a maioria dos casos a fenômenos convencionais.
- Projeto Blue Book (1952–1969): o mais longevo e conhecido dos programas, analisou milhares de relatos antes de ser encerrado, concluindo que a maioria dos casos tinha explicação convencional.
- AATIP (2007–2012): Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais, financiado discretamente pelo Pentágono, cuja existência só veio a público em 2017.
- UAPTF (2020): Força-Tarefa de Fenômenos Aéreos Não Identificados, criada pelo Departamento de Defesa para padronizar a coleta de relatos militares.
- AARO (2022): Escritório de Resolução de Anomalias Multidomínio, criado pelo Congresso para investigar UAP em todos os domínios — ar, mar, espaço e transmídia.
- PURSUE (2026): programa atual de desclassificação e divulgação pública em lotes contínuos.
Essa evolução mostra uma transição gradual: dos programas de investigação fechada das décadas de 1940 a 1960, passando pelo hiato de décadas sem estrutura formal, até o atual modelo de transparência pública escalonada.
Análise: o que mudou e o que continua desconhecido
Comparado aos lotes anteriores, o quarto lote não traz uma ruptura qualitativa: a proporção de vídeos com baixa resolução e sem contexto suficiente para identificação segue alta, e nenhum documento chega perto de sugerir prova de tecnologia não convencional.
O que muda é o alcance institucional, com a entrada mais consistente do Departamento de Energia, o programa amplia sua cobertura para instalações sensíveis que raramente aparecem em divulgações públicas.
Uma parte considerável dos documentos históricos incluídos neste e nos lotes anteriores já havia circulado, ainda que de forma fragmentada, em liberações anteriores feitas por diferentes agências ao longo dos anos, o que reduz, mas não elimina, o ineditismo de parte do material.
Já os relatos em primeira pessoa, como o de um oficial de inteligência sênior no segundo lote, e os casos com múltiplas testemunhas documentados pelo FBI no terceiro lote, representam o tipo de material mais raro e mais difícil de obter por vias tradicionais de solicitação de informação.
Do ponto de vista jornalístico, vale notar que a política de redação declarada pelo programa afirma censurar apenas identidades de testemunhas e detalhes operacionais de plataformas, não dados sobre os próprios fenômenos relatados.
Ainda assim, lacunas cronológicas chamam atenção: períodos como o auge da Guerra Fria (1974–1984) e o início dos anos 2000 (2005–2012) seguem praticamente ausentes do acervo público, o que pode refletir tanto a inexistência de registros revisáveis quanto atrasos no processo de desclassificação.
Impacto para ufologia, pesquisadores, historiadores, militares e a comunidade científica
Para a ufologia, o PURSUE representa o mais amplo esforço de transparência institucional já promovido por um governo sobre o tema, ainda que sem confirmar nenhuma hipótese extraterrestre.
Para pesquisadores independentes, o acervo cria uma base de dados sem precedentes para cruzamento com bancos como o NUFORC e o MUFON.
Para historiadores, documentos como o Estudo do Exército sobre Discos Voadores de 1949 e os registros do Projeto Sign oferecem material primário raro sobre como o establishment militar tratava o tema em diferentes décadas.
Para militares e analistas de defesa, o interesse recai sobre os aspectos operacionais: como sensores multissensor lidam com objetos não identificados em zonas de operação ativa, e como isso pode impactar protocolos de segurança de voo.
Já para a comunidade científica, o valor está menos na possibilidade de vida extraterrestre, tema sobre o qual nenhum documento do PURSUE oferece prova e mais na oportunidade de aplicar métodos rigorosos de análise de imagem e sensoriamento a um conjunto de dados agora publicamente auditável.
Imagens do quarto lote










Tabela de casos em destaque
| Data | Local | Tipo de objeto | Fonte | Status |
|---|---|---|---|---|
| 2020 | Oceano Atlântico | Objeto amarronzado, possível balão (PR116) | Departamento de Guerra / AARO | Não resolvido oficialmente; consistente com balão |
| 2020 | Oeste dos EUA | Objeto alongado, semelhante ao “Tic Tac” (PR108) | Departamento de Guerra / AARO | Não resolvido |
| 2019 | Leste dos EUA | Objeto de alta velocidade (PR112) | Departamento de Guerra / AARO | Não resolvido |
| 2008 | Aeroporto Internacional de Harare, Zimbábue | Objeto não identificado (relatório CIA) | CIA | Debate entre origem estrangeira convencional e hipótese não convencional |
| 1949 | Estados Unidos | Discos voadores (estudo histórico) | Exército dos EUA | Documento histórico, sem conclusão definitiva |
Tabela comparativa dos quatro lotes do PURSUE
| Lote | Data | Total de arquivos | Documentos | Vídeos | Áudios | Imagens |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Lote 1 | 08/05/2026 | ~160 | Maioria PDF | ~28 | Não especificado | ~14 |
| Lote 2 | 22/05/2026 | ~64 | Não especificado | Múltiplos | Sim (Apollo 12) | Não especificado |
| Lote 3 | 12/06/2026 | 72 | 53 | 6 | 3 | 10 |
| Lote 4 | 10/07/2026 | 40 | 14 | 19 | 4 | 3 |
Observação: os números de lotes 1 e 2 variam ligeiramente entre fontes independentes de acompanhamento (162, 160 ou 161 arquivos, conforme a metodologia de contagem), já que o Departamento de Guerra não publica um índice único e definitivo em formato de dados abertos.
O que mais chamou atenção neste quarto lote
- Quase metade dos arquivos do lote (19 de 40) tiveram algum tipo de redação parcial.
- O Departamento de Energia dobrou sua participação no acervo geral do PURSUE com este lote.
- O vídeo do Atlântico (PR116) é um dos poucos casos com explicação técnica relativamente convergente entre analistas.
- O caso do oeste dos EUA (PR108) reacende comparações com o histórico vídeo “Tic Tac” de 2004.
- Nenhum documento do lote 4 alega ou sugere prova de tecnologia extraterrestre.
- O aviso padrão do AARO sobre interpretação de vídeos se repete em praticamente todos os registros audiovisuais.
- O lote reforça a liderança do Departamento de Guerra como maior fonte de arquivos do programa, com mais de 170 registros acumulados.
- A maioria dos vídeos foi produzida entre 2015 e 2025, período de maior digitalização dos sensores militares.
- O programa segue sem publicar um índice de dados aberto, dificultando a contagem exata e uniforme dos arquivos por parte de observadores independentes.
- Períodos históricos como 1974–1984 e 2005–2012 seguem praticamente ausentes do acervo público até o momento.
Perguntas frequentes (FAQ)
O que significa a sigla PURSUE?
PURSUE é a sigla em inglês para Sistema Presidencial de Desselamento e Divulgação de Encontros com UAP, o programa de desclassificação de arquivos sobre fenômenos aéreos anômalos do governo dos Estados Unidos.
Quando o quarto lote foi divulgado?
O quarto lote foi publicado em 10 de julho de 2026, no portal oficial WAR.GOV/UFO.
Quantos arquivos novos o lote 4 trouxe?
Foram 40 novos arquivos: 19 vídeos, 14 documentos em PDF, 4 áudios e 3 imagens.
Quais agências contribuíram para o lote 4?
Departamento de Guerra, NASA, CIA, Departamento de Energia e FBI.
Algum documento comprova a existência de vida extraterrestre?
Não. Nenhum arquivo divulgado até agora pelo PURSUE apresenta prova de tecnologia ou vida de origem extraterrestre. A maioria dos casos permanece classificada como “não resolvida”.
O que significa um caso ser classificado como “não resolvido”?
Significa que a agência responsável não conseguiu identificar a origem do objeto com os dados disponíveis, sem que isso implique qualquer conclusão sobre sua natureza.
Por que alguns arquivos são censurados (redigidos)?
Segundo o programa, as redações servem para proteger a identidade de testemunhas e detalhes operacionais sensíveis de plataformas militares — não para ocultar informações sobre os fenômenos relatados.
Onde posso acessar os arquivos originais?
Todos os lotes ficam permanentemente disponíveis no portal oficial WAR.GOV/UFO, mantido pelo Departamento de Guerra dos Estados Unidos.
Haverá um quinto lote?
Sim. O Departamento de Guerra afirmou que continuará divulgando arquivos em uma base contínua, com novas liberações previstas para as próximas semanas.
Qual é o período histórico coberto pelo acervo do PURSUE até agora?
O acervo cobre 82 anos, de relatos da Segunda Guerra Mundial em 1944 até observações registradas em 2025 na região do Indo-Pacífico.
Conclusão
O quarto lote do PURSUE confirma o padrão observado desde o início do programa, em maio de 2026: uma divulgação institucional ampla, mas cautelosa, que amplia o acesso público a material historicamente restrito sem oferecer, até aqui, qualquer confirmação sobre a natureza dos fenômenos registrados.
O valor do lote está menos em revelações definitivas e mais na consolidação de um processo contínuo de transparência, que já reúne mais de 330 arquivos de cinco agências federais diferentes.
Para pesquisadores, jornalistas e entusiastas da ufologia, o desafio agora passa a ser menos sobre obter acesso aos documentos, cada vez mais disponíveis, e mais sobre analisá-los com rigor, separando o que é fato documentado do que continua sendo hipótese, interpretação ou especulação.
