Ex-contratada da NASA afirmou que fotografias com supostos OVNIs eram alteradas antes de serem divulgadas

Renê Fraga
6 min de leitura

Principais destaques

  • Antigas entrevistas de Donna Hare voltaram a circular e reacenderam discussões sobre um suposto acobertamento na NASA.
  • A ex-contratada afirmou que imagens contendo objetos considerados anômalos eram editadas antes da divulgação pública.
  • Apesar da repercussão do caso, nenhuma evidência pública confirmou as alegações feitas por ela ao longo dos anos.

Os mistérios envolvendo objetos voadores não identificados continuam despertando a curiosidade de milhões de pessoas ao redor do mundo. Sempre que antigos relatos voltam à tona, o assunto ganha força nas redes sociais e em fóruns especializados.

Foi exatamente isso que aconteceu novamente com as declarações de Donna Hare, uma ex-contratada que trabalhou para a NASA e que, durante anos, afirmou que fotografias contendo supostos OVNIs eram alteradas antes de serem apresentadas ao público.

Embora Donna Hare tenha falecido em 2021, diversas entrevistas concedidas por ela continuam circulando na internet. O interesse pelo tema aumentou ainda mais nos últimos anos, principalmente após governos e órgãos oficiais passarem a discutir de forma mais aberta a investigação de fenômenos aéreos não identificados.

Nesse cenário, seus relatos voltaram a ser compartilhados e analisados por quem acredita que informações importantes sobre esses fenômenos possam ter sido ocultadas no passado.

Donna Hare - Former Contractor In NASA Building 8 Talks About Seeing UFO Photo Before Editing

Quem foi Donna Hare e qual era sua função

Donna Hare trabalhou entre 1967 e 1981 em atividades ligadas à produção de materiais gráficos por meio da Philco Ford Aerospace, empresa que prestava serviços para a NASA. Durante esse período, ela afirmou ter tido contato com setores responsáveis pelo tratamento e preparação de fotografias produzidas pela agência espacial.

Segundo seus relatos, ela conhecia parte do processo utilizado para preparar imagens antes da divulgação oficial. Em diferentes entrevistas, Hare declarou que existia uma preocupação em remover elementos considerados incomuns das fotografias, principalmente quando esses objetos poderiam levantar questionamentos sobre sua origem.

Suas declarações chamaram atenção justamente porque ela dizia ter participado do ambiente de trabalho da NASA durante um período marcado pelas missões Apollo, pela corrida espacial e por diversos programas que despertavam enorme interesse da população.

O episódio que marcou suas declarações

O relato mais conhecido de Donna Hare aconteceu, segundo ela, durante uma visita a um laboratório fotográfico restrito localizado no Centro Espacial Johnson, em Houston, nos Estados Unidos.

Ela contou que um técnico mostrou uma fotografia na qual aparecia um objeto voador pairando sobre uma área coberta por pinheiros. Curiosa, perguntou do que se tratava e recebeu uma resposta que, segundo ela, nunca esqueceu.

De acordo com Hare, o funcionário não forneceu detalhes sobre a origem do objeto, mas teria indicado que qualquer elemento considerado anormal era removido antes que a fotografia fosse disponibilizada ao público. Ainda segundo seu relato, a alteração das imagens fazia parte de um procedimento já conhecido dentro daquele ambiente.

Na época, esse trabalho seria realizado manualmente, utilizando técnicas de retoque fotográfico conhecidas como airbrush, bastante comuns antes da era da edição digital. Esse método permitia esconder detalhes específicos de uma imagem sem deixar alterações facilmente perceptíveis.

O que existe de comprovado sobre essas alegações

Apesar da repercussão das entrevistas e do interesse que elas despertam até hoje, não existe nenhuma prova pública que confirme as afirmações feitas por Donna Hare.

A fotografia que ela afirmou ter visto nunca foi apresentada ao público, tampouco surgiram documentos oficiais demonstrando que a NASA mantinha um procedimento para remover supostos OVNIs de suas imagens.

Esse é justamente o principal motivo pelo qual o caso continua sendo tratado como uma alegação não verificada. Historiadores, pesquisadores e especialistas lembram que depoimentos individuais, por mais detalhados que sejam, não representam evidências suficientes para comprovar a existência de um programa de ocultação.

Também existe a possibilidade de que a conversa descrita por Hare tenha sido interpretada de forma equivocada ou até mesmo que o comentário feito pelo técnico tenha sido informal e não representasse qualquer política oficial da agência espacial.

Por que o assunto continua despertando tanto interesse

Mesmo sem comprovação, histórias como essa permanecem populares porque envolvem dois temas que despertam enorme fascínio: a exploração espacial e a possibilidade da existência de vida extraterrestre.

Ao longo das últimas décadas, a NASA frequentemente foi alvo de teorias que sugerem que informações importantes sobre fenômenos incomuns teriam sido escondidas do público. Essas especulações ganharam ainda mais força com fotografias de missões espaciais, relatos de astronautas e imagens registradas durante voos orbitais.

Nos últimos anos, o debate também foi impulsionado pela divulgação de documentos e investigações oficiais conduzidas pelo governo dos Estados Unidos sobre fenômenos aéreos não identificados.

Embora esses estudos reconheçam a existência de ocorrências ainda sem explicação, eles não apresentam evidências de origem extraterrestre nem confirmam antigas teorias envolvendo a NASA.

Por isso, o caso de Donna Hare permanece cercado de dúvidas. Para alguns, seu depoimento representa o relato de alguém que presenciou procedimentos incomuns dentro da agência.

Para outros, trata-se apenas de uma história sem elementos suficientes para ser comprovada. Enquanto nenhuma evidência concreta surgir, suas declarações continuam alimentando debates entre curiosos, pesquisadores e entusiastas dos mistérios do espaço.

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Renê Fraga é criador do Arquivo UFO e editor-chefe do Eurisko. Atua com projetos digitais desde 1996 e mantém interesse contínuo pela ufologia, história e investigação de fenômenos aéreos não identificados. No Arquivo UFO, dedica-se à preservação de registros históricos, documentos e análises contextuais, conectando passado e presente em uma abordagem crítica e investigativa.
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