Mistério envolve o “lago esqueleto” do Himalaia

Renê Fraga
2 min de leitura

Um lago raso situado no alto das montanhas da Índia está cheio de restos esqueléticos que datam de séculos atrás.

De relance, o Lago Roopkund pode parecer qualquer outro lago de montanha da região, mas se você se aproximar, sua superfície gelada oculta os restos esqueléticos de centenas de indivíduos.

Quem eram essas pessoas e como chegaram lá há muito permanece um tópico de debate entre os pesquisadores, com alguns especulando que uma catástrofe antiga poderia ser a culpada.

Agora, porém, um novo estudo envolvendo uma análise de 38 esqueletos revelou que essas pessoas vieram de vários grupos distintos que chegaram à região ao longo de 1.000 anos.

“Com o uso de análises biomoleculares, como DNA antigo, reconstrução dietética estável de isótopos e datação por radiocarbono, descobrimos que a história do lago Roopkund é mais complexa do que imaginávamos”, disse o geneticista David Reich, da Harvard Medical School.

Dos examinados, 23 vieram da Índia atual, 14 vieram de Creta e Grécia, enquanto o indivíduo restante parecia ter vindo do sudeste da Ásia.

“Ficamos extremamente surpresos com a genética dos esqueletos de Roopkund”, disse o biólogo evolucionista Eadaoin Harney, da Universidade de Harvard. “A presença de indivíduos com ancestrais tipicamente associados ao Mediterrâneo oriental sugere que o lago Roopkund não era apenas um local de interesse local, mas atraía visitantes de todo o mundo”.

Exatamente o que atraiu essas pessoas para o lago ao longo dos séculos, ainda permanece um mistério total.

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Renê Fraga é criador do Arquivo UFO e editor-chefe do Eurisko. Atua com projetos digitais desde 1996 e mantém interesse contínuo pela ufologia, história e investigação de fenômenos aéreos não identificados. No Arquivo UFO, dedica-se à preservação de registros históricos, documentos e análises contextuais, conectando passado e presente em uma abordagem crítica e investigativa.
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